A Pandilha do Tomé

Exibição:
23/09/1990 – 31/03/1991 (RTP 1)

Número de episódios:
28

Argumento:
Jayme Camargo

Ator:
Mário Sargedas – Tomé

Cenografia:
Eurico Ferreira

Manipulação:
Eurico Ferreira
Carlos Lima
Carlos Figueiredo

Vozes femininas:
Carla Alexandra

Produção e realização:
Victor Manuel

Produtora:
Teleproduções Victor Manuel

A história começa quando Tomé e Balbina, recém-casados, compram uma pequena loja, destinada ao conserto de eletrodomésticos. No entanto, pouco depois, Balbina morre e Tomé fica completamente destroçado.

Tomé e Balbina

Um dia, o nosso amigo Tomé resolve deixar de trabalhar para os adultos e fazer aquilo que sempre desejou: arranjar brinquedos. Constrói todo o tipo de animais, para que a sua neta não se sinta sozinha e possa brincar com estes bonecos muito especiais.

Tomé com a neta

É então que o seu sonho se realiza e os bonecos, como que por magia, ganham vida e tornam-se nos seus inseparáveis companheiros. A partir daqui, vão acontecer inúmeras peripécias, e Tomé, contando com a ajuda dos seus amigos, vai superando sempre os problemas que se lhe deparam ao longo da vida.

Tomé (Mário Sargedas)

Amélia Pintassilga

Gangas

Tony Franjolas

Leopoldo

Jorge Raposão

Mila

Dentinhos

Gabi

Tigre

Cocorocas

Zig e Zag

Hipo

1. A Loja de Tomé (23/09/1990)
Com dificuldades em quitar a dívida que tem no banco, Tomé corre o risco de perder a loja que lhe pertence há 50 anos. Ao aperceberem-se da gravidade da situação, os seus amigos mobilizam-se numa corrente de solidariedade.

Participações especiais:
Guilherme Leite – Armando
Sofia Sá da Bandeira – Matilde
José Maria Rebelo de Andrade – Zé Maria (filho de Matilde)
Asdrúbal Teles Pereira – Maneco


2. É Bom Ter Amigos (30/09/1990)
Num dia de chuva intensa, abrigam-se na loja vários rapazes, entre eles Nuno, que apresenta alguns problemas de sociabilidade. O mesmo se passa com Mila, que se comporta de forma egoísta com os outros bonecos.

Participação especial:
Eusébio


3. A Dor da Perda (07/10/1990)
Aparece na loja Ritinha, uma menina desolada com a morte do seu cão, Bimbo. Tomé e os bonecos vão tentar ajudá-la a superar a tristeza pela perda do amigo.


4. Não Quero Ir à Escola (14/10/1990)
Para não ir à escola, Fernandinha pinta a cara, fingindo estar doente. A mãe deixa-a na loja e Tomé pede a Mila que fale com a menina, para perceber o real motivo de ela não querer ir às aulas.


5. Salvem a Árvore (21/10/1990)
Tomé oferece a sua loja para a festa de dez anos de Carlinha. No entanto, a menina desiste da celebração: está triste por não poder ir a um concerto. Entretanto, Tomé é notificado pela polícia de que o salgueiro do seu quintal, uma árvore com grande valor sentimental, danificou um quiosque e terá, por isso, de ser derrubado.

Participação especial:
Carlos Alberto Vidal – Avô Cantigas


6. O Bule do Futuro (28/10/1990)
Gabi interessa-se pelas ciências ocultas e procura ler o futuro a partir das folhas de chá que ficam no bule. Entretanto, desaparece uma boneca que Tomé está a fazer, para oferecer a uma menina que está com ciúmes da irmã que vai nascer.


7. O Camião Valioso (04/11/1990)
Tomé está a recolher brinquedos para doar a um orfanato. Inadvertidamente, Júlio entrega-lhe uma peça de coleção, e o pai do rapaz exige a Tomé a sua devolução imediata. Tigre oferece-se para ajudar a reaver o brinquedo.

Participação especial:
António Évora – Filipe (pai de Júlio)


8. O Rei da Pandilha (11/11/1990)
Tomé dá um jeito às costas e é obrigado a ficar de cama, pedindo aos bonecos que tomem conta da loja. O que se segue é uma verdadeira batalha pelo poder, com Cocarocas a autoproclamar-se o Rei da Pandilha.


9. Uma Proposta Inesperada (18/11/1990)
Tomé ajuda um grupo de crianças a encenar a história do Capuchinho Vermelho. Entretanto, recebe a visita de um advogado da Fundação Ludo-Universal, que propõe transformar a sua loja numa unidade fabril e produzir os bonecos em série.

Participação especial:
Filipe Cochofel – Pessanha


10. A Mascote (25/11/1990)
O jovem Gustavo pede abrigo a Tomé por uns dias: chateou-se com o pai, por este não lhe proporcionar as desejadas férias na praia. Depois de Gabi tomar conta de um pato, os outros bonecos querem também arranjar uma mascote.

Participação especial:
Adelaide João – Joaquina


11. Bonecos Ciumentos (02/12/1990)
Tomé convida a sua amiga Joaquina para tomar chá. Enciumados e temerosos de que o amigo se venha a casar, os bonecos decidem boicotar o lanche e transformá-lo num verdadeiro desastre.

Participação especial:
Adelaide João – Joaquina


12. As Partidas do Franjolas (09/12/1990)
Depois de assistir a um filme na televisão, Tony Franjolas transforma-se por completo: muda a sua linguagem e o seu comportamento, começando a atormentar toda a gente com partidas de mau gosto.


13. Noite Vampiresca (16/12/1990)
Roberto deixa na loja o seu boneco Dracolino, um vampiro, para que Tomé lhe conserte as presas. A sua presença amedronta os outros bonecos e, durante a noite, vive-se um autêntico pesadelo…


14. A Visita do Pai Natal (23/12/1990)
Tomé recebe uma visita inesperada às cinco da manhã: trata-se do Pai Natal e dos seus duendes. Com as encomendas atrasadas, vêm pedir o auxílio do velho e dos seus bonecos, para concluírem os presentes a tempo do Natal.

Participações especiais:
Igor Sampaio – Pai Natal
Adelaide João – Mãe Natal
Benjamim Falcão – Baltazar
Aristides Teixeira – Gaspar


15. O Fim do Ano (30/12/1990)
Os bonecos temem que o mundo acabe na noite de 31 de dezembro, mas Tomé tranquiliza-os: é apenas o ano de 1990 que chega ao fim. Por superstição, Tomé quer estrear algo novo no primeiro dia do ano; ao saberem disso, os bonecos decidem preparar-lhe uma surpresa.


16. Presente de Reis (06/01/1991)
No Dia de Reis, os bonecos decidem cumprir a velha tradição de dar presentes uns aos outros. O curioso é que acabam todos por oferecer a mesma prenda: um saco de berlindes que vai saltando de mão em mão.


17. Prioridades (13/01/1991)
Tigre, Gabi e Franjolas fazem a Tomé uma série de pedidos relativos à sua aparência. No entanto, Tomé adia a resposta a essas solicitações, pois tem de cuidar de um cágado que foi entregue aos seus cuidados.


18. O Pesadelo (20/01/1991)
Tomé tem andado a acordar sobressaltado, com pesadelos terríveis a meio da noite. Cocorocas aproveita a ocasião para assustar os outros bonecos, dizendo que viu um monstro no quarto.


19. A Cigarra e a Formiga (27/01/1991)
Amélia está revoltada por sentir que é a única a trabalhar em casa, ao passo que os outros bonecos só pensam em divertir-se. Para acalmar os ânimos, Tomé organiza uma peça de teatro baseada na fábula “A Cigarra e a Formiga”.


20. O Boato (03/02/1991)
Uma senhora entrega a Tomé uma enorme caixa de brinquedos, para que ele conserte a tempo do Carnaval. Gangas faz mais uma vez confusão com o que ouve e espalha o boato de que Tomé corre o risco de ir para a prisão.


21. A Peça de Teatro (10/02/1991)
Em tempo de Carnaval, os bonecos preparam um espetáculo-surpresa para Tomé: uma peça teatral da autoria de Leopoldo.


22. O Disco Voador (17/02/1991)
Gabi ouve um estranho barulho vindo da parede. Trata-se, afinal, de um disco voador que foi deixado a Tomé para consertar. Leopoldo aproveita-se do facto e faz os bonecos acreditar que anda por ali um extraterrestre a sério.


23. O Passeio do Dentinhos (24/02/1991)
Dentinhos toma consciência de que nunca saiu da casa de Tomé e de que gostava de conhecer o mundo lá fora. É então que a menina Inês o convida para passar um dia na quinta dos seus avós.


24. É Feio Bisbilhotar (03/03/1991)
Tomé testa a curiosidade dos seus bonecos: pede a duas amigas que entreguem na loja, debaixo de grande secretismo, um cestinho misterioso, e garante ter métodos científicos para descobrir se alguém andou a bisbilhotar o seu conteúdo.


25. Telhados de Vidro (10/03/1991)
Tomé implica com alguns comportamentos dos bonecos, atribuindo-os à sua falta de maturidade e gabando-se de sempre ter sido exemplar. No entanto, a visita da sua tia Palmira traz a verdade ao de cima: ele era exatamente igual àqueles que agora critica.

Participações especiais:
Inês Rebelo de Andrade
Adelaide João – Tia Palmira


26. A Magia do Franjolas (17/03/1991)
Os bonecos estão com grande expectativa em relação à chegada da Primavera. Franjolas, por seu turno, tenta pôr em prática os seus dotes de ilusionista e faz desaparecer Leopoldo.


27. A Galinha Ruiva (24/03/1991)
Tomé está cheio de trabalho na loja, mas não consegue que nenhum dos bonecos se disponibilize para o ajudar. A situação remete para o conto popular A Galinha Ruiva, que serve de mote para uma representação teatral.


28. O Coelhinho da Páscoa (31/03/1991)
É domingo de Páscoa, e Dentinhos desaparece misteriosamente. Tomé comunica aos bonecos que está a pensar ir viver para a terra, com a sua tia Palmira.

Participação especial:
Adelaide João – Tia Palmira

A Pandilha do Tomé tinha como figuras principais os marioches (mistura de marionetas com fantoches), cujo “pai” era Eurico Ferreira – entre nós, um ilustre desconhecido, mas, segundo a imprensa da altura, um nome de extrema importância no mundo cinematográfico e da publicidade além-fronteiras.

Os marioches

Em finais de 1986, Eurico Ferreira apresentara à RTP uma proposta de fazer um programa, RTV-Marioches, com bonecos da sua autoria, únicos no mundo, do género dos Marretas, mas que considerava terem uma conceção mais evoluída. Explicou que os custos de produção eram acessíveis e que se podia fazer um programa ao nível dos que se faziam no estrangeiro. Foi-lhe negado por Carlos Pinto Coelho, que na altura era diretor de programas, nestes termos: “A decisão de não transmitir o programa foi tomada em reunião do conselho de gerência da RTP […], tendo sido considerado na altura que o custo de produção era muito elevado e que a produtora era uma ‘sociedade familiar’, dotada de um capital social de apenas 200 mil escudos”.

Dois anos depois, a RTP assinou um contrato com a CTW para a produção de Rua Sésamo, o que indignou e surpreendeu Eurico Ferreira, ao ponto de dirigir uma carta ao primeiro-ministro Cavaco Silva, denunciando a dificuldade com que os produtores independentes trabalhavam em Portugal.

Nessa ocasião, o semanário Se7e dedicou-lhe um artigo de duas páginas, no qual, em réplica à manchete de 10/08/1988 – onde Cocas surgia a anunciar que iria falar português –, um dos marioches, o galo Cocorocas, prometia ironicamente expressar-se em inglês.

A oportunidade para o lançamento dos marioches surgiria algum tempo depois, como relatou Eurico Ferreira em 2007, num blog onde publicava as suas memórias:

Mais tarde apareceu-me o irmão do Diretor de Programas da RTP [Luís Andrade], o senhor Victor Manuel, que me propôs usar os meus bonecos para uma série que se chamaria A Pandilha do Tomé. Quando negociámos esse trabalho, ele disse-me que a RTP lhe pagava setecentos e cinquenta contos por cada programa e disse que me dava uma percentagem desse dinheiro pela minha colaboração. Ele ofereceu dez por cento e eu aceitei. Era mal pago, mas eu estava interessado em lançar os meus bonecos, aos quais chamava marioches, por serem uma combinação de marionetas com fantoches.

Eurico Ferreira tomou então a decisão de fazer A Pandilha do Tomé “especialmente para dizer a todas as pessoas que existo e que posso fazer ‘bonecos’ tão bons como os que se fazem no estrangeiro”.

Havia quem lhe chamasse o “Jim Henson português”, alcunha que não lhe agradava, por se considerar num patamar mais elevado: “Eu animo os bonecos que faço. O Jim Henson foi apenas um animador. Ele apenas estava a um nível superior ao meu porque era americano e tinha apoios que eu não tenho. Criei bonecos que se aproximam o mais possível da realidade, que fazem as mais variadas expressões. Consegui ‘humanizar’ a minha pandilha”.

As gravações decorreram nos estúdios da Quinecor, que pertenciam ao próprio Eurico Ferreira:

Logo no arranque surgiu um problema. Era preciso arranjar uma loja para servir de cenário à série. Para facilitar (não era preciso fazer deslocações), construí o cenário da loja no meu estúdio da Quinecor, e mais tarde também o do quarto do Tomé e o da entrada da loja com a sua montra. O senhor Victor Manuel limitou-se a pagar os materiais para a construção desses cenários.

A equipa do programa

Eurico Ferreira relembrou também os sérios desentendimentos que teve com o realizador Victor Manuel, e que quase levaram ao cancelamento da série.

Quando já íamos no segundo ou terceiro episódio, o senhor Victor Manuel (que era um grande forreta e a quem os seus próprios colaboradores chamavam o Tio Patinhas) começou a dar ordens aos meus manipuladores sobre a forma como deviam atuar. Aí eu intervim e disse-lhe:

— Meu caro senhor, os meus fantoches sou eu quem dirige e o senhor não tem que se meter.

— Isso é que era bom! — respondeu-me ele.

E eu não fiz mais nada. Virei-me para o operador, que era funcionário do Victor Manuel, e disse-lhe:

— Por favor, pegue na câmara e ponha-se na rua.

Depois, virei-me para o restante pessoal e declarei:

— Meus senhores, a Pandilha do Tomé acabou hoje e aqui.

O pessoal foi-se embora, eu desliguei os projetores e durante quatro dias insistiram comigo para que se voltasse ao trabalho. Uma das pessoas que mais pressão fez sobre mim foi o meu amigo Gomes Pereira, que não tinha nenhum interesse nesta questão, mas queria ver os marioches a trabalhar. Por fim cedi numa condição: o senhor Victor Manuel nunca mais dirigiria a palavra aos meus manipuladores. E assim foi. Até ao fim da série o senhor Victor Manuel nunca mais meteu o bedelho na nossa atividade.

Eurico Ferreira com o senhor Victor Manuel

Segundo um artigo da TV 7 Dias, o programa esteve para ser retirado da grelha, pois o autor, o brasileiro Jayme Camargo, achou que a história era demasiado triste, tendo apresentado à RTP a proposta de uma outra série dedicada ao público juvenil – possivelmente Zás Trás, produzida poucos meses depois. Em tom de ironia, Eurico Ferreira referiu: “Não compreendo é como é que o autor dos textos acha que a série é triste. Não é ele que os escreve?”.

Gerou algum descontentamento o horário destinado à série: inicialmente programada para ser apresentada por volta das 11 horas, foi transmitida no Canal 1 da RTP a abrir a emissão do Canal Jovem, numa hora de pouca audiência. Aliás, de acordo com Eurico Ferreira, “A Pandilha do Tomé era, segundo a doutora Maria João Martins [diretora de programas infantis e juvenis], a grande aposta desta nova programação. Portanto, não se compreende por que razão foi para o ar neste horário…”.

Também Victor Manuel – à data, um dos mais antigos realizadores da RTP –, se mostrou bastante indignado: “Penso que foi uma injustiça o que nos fizeram. Eu não merecia isto. Se acham que o programa está mal realizado, que digam. Não é desta forma que se trata um profissional como eu…”.

Por sua vez, Mário Sargedas comentou o assunto com uma certa mágoa: “Os bonecos têm vida quando se lhes dá vida…”.

Apesar do desagrado com o horário, Eurico Ferreira ficou satisfeito quando percebeu que a série teve alguma repercussão junto do público-alvo:

Eu pensava que ninguém iria ver àquela hora e naqueles dias o nosso trabalho. Mas, ao fim da primeira série de treze episódios, a RTP renovou o contrato, coisa que só fazia quando os níveis de audiência subiam. Fizemos no fim vinte e seis episódios da série. Foi engraçado porque, um dia, um colaborador nosso que tinha um teatro de fantoches convidou-me para levar a uma escola primária os meus bonecos para as crianças verem. E quando lá cheguei qual não foi a minha surpresa quando fui envolvido por dezenas de miúdos que gritavam e apontavam para os bonecos, lhes citavam os nomes e contavam as aventuras deles na série da RTP.

Na segunda metade da série, foram introduzidas algumas canções, quase sempre na voz de Franjolas.

Franjolas

Grande parte das participações especiais na série foi assegurada por atores amadores não creditados, razão pelo qual não nos é possível divulgar os respetivos nomes.

Sofia Sá da Bandeira, neste que foi um dos seus primeiros trabalhos em televisão, apareceu no primeiro episódio em cena com o seu filho, José Maria Rebelo de Andrade. Mais tarde, também a sua filha Inês Rebelo de Andrade – que, entre 1993 e 1994, vimos na novela Verão Quente –, marcou presença num dos episódios.

Sofia Sá da Bandeira
José Maria Rebelo de Andrade
Inês Rebelo de Andrade

A atriz Adelaide João interpretou três papéis diferentes: Joaquina (amiga e pretendente de Tomé), Mãe Natal e Palmira (tia de Tomé).

Joaquina
Mãe Natal
Tia Palmira

Eusébio, o “Pantera Negra”, fez uma aparição cameo no segundo episódio.

Poucas semanas depois, também Carlos Alberto Vidal, na pele do Avô Cantigas, apareceu na história, tendo interpretando duas canções.

Na banda sonora da série, foram utilizados diversos jingles, alguns conhecidos de outros programas da RTP. Um deles, tocado em abundância, foi o tema usado no genérico da rubrica Culinária, estreada poucos dias antes.

No dia 14/04/1991, precisamente duas semanas após o término da série, Eurico Ferreira esteve em foco no magazine juvenil Lentes de Contacto, exibido na RTP 2. Embora a entrevista tenha decorrido no cenário de A Pandilha do Tomé, nos estúdios da Quinecor, não foi feita qualquer menção à série.

Eurico Ferreira desenvolveu os bonecos da série de sátira política Cara Chapada – transmitida pela SIC em 1993 –, que serviu de precursor ao Contra-Informação (1996-2010).

A Pandilha do Tomé