Pedro (Rui Madeira) leva uma vida pacata e solitária. Não tem família, e os seus únicos relacionamentos íntimos são com as revistas e com os pósteres espalhados pelo quarto onde vive.
Certo dia, quando está a trocar de turno com o seu colega na bomba de gasolina, aceita acompanhar uma mulher misteriosa (Manuela Carlos), desconhecida na região, a fim de lhe indicar o caminho até uma casa onde decorre uma festa.
Quando chegam ao local, ela entra e dirige-se a Cristina (Júlia Correia), apenas para desmentir rumores de uma suposta relação com o noivo desta. Pouco depois, abandona a festa e oferece boleia a Pedro, que permanecera à porta, sentindo-se deslocado.
Já de noite, na aldeia onde Pedro vive, os dois seguem um grupo de jovens que, euforicamente, sobem ao Castelo de Santa Maria da Feira para recriar uma batalha medieval. No final, os participantes abraçam-se aos pares; apenas Pedro fica sozinho, acabando por ir embora.
A mulher segue-o até à estação de comboios, desculpa-se por tê-lo deixado sozinho e oferece-lhe novamente boleia. Pelo caminho, param na casa que ela alugou por alguns dias. Bebem um copo e dançam.
No dia seguinte, Pedro é surpreendido no trabalho por dois polícias (António Reis e Luís Correia). A mulher foi encontrada morta na casa onde estiveram, e ele, por ter sido a última pessoa a vê-la, torna-se o principal suspeito.
Após um interrogatório, Pedro consegue escapar à polícia, embrenhando-se na mata. No dia seguinte, resolve voltar à casa onde esteve com a mulher e reencontra-a… viva.