Apanhados

Exibição:
14/09/1992 – 08/03/1993 (RTP 1)

Número de programas:
26

Autoria e apresentação:
Joaquim Letria

Produtor RTP:
Luís Freitas

Direção tv:
Fernando Midões

Os apanhados, como a própria palavra indica, pretendem captar situações em que o cidadão comum é “apanhado” num envolvimento insólito. De uma forma geral, a ação é captada por duas carrinhas, colocadas de forma estratégica, onde disfarçadamente se encontram os operadores de câmara. Em determinadas situações, é utilizada uma micro-câmara.

Joaquim Letria, criador e apresentador dos Apanhados

Os apanhados surgiram na televisão portuguesa em 1980, no programa Tal & Qual, de Joaquim Letria.

Regressaram em 1987/1988, no programa Já Está, do mesmo apresentador, com a designação de Fotomaton.

Em 1990/1991, marcaram também presença no programa Joaquim Letria.

O sucesso das edições anteriores deu lugar à produção de uma série autónoma, com o título de Apanhados. Cada programa contava geralmente com duas situações, apresentadas por Joaquim Letria e preparadas pela equipa de Manolo Bello, jornalista da RTP.

Guilherme Leite era um dos atores que participava das encenações e cujo rosto se tornou conhecido por este tipo de programas, pese embora já o tivéssemos visto também na pele do palhaço Fraldinha, no programa Brincar É Coisa Séria (1989/1990).

Helena Ramos, apresentadora da RTP, fez parte de uma das situações, em que entrevistava transeuntes que, ao mesmo tempo, eram maquilhados de forma exagerada.

De destacar, também, a participação da atriz Adelaide João, em duas situações.

Entre os cidadãos anónimos e desprevenidos (?), esteve a atriz Sandra B.

O programa terminou envolto em polémica: desentendendo-se com Joaquim Letria e alegando que este lhe pagava menos do que o acordado, Manolo Bello mudou-se para a SIC, onde foi produzir os apanhados do Minas e Armadilhas.

Apesar do sucesso, o próprio Joaquim Letria mostrou-se aliviado com o ponto final no programa: “Para ser franco, o dinheiro dava-me jeito, mas eu já não posso com os Apanhados. Vou a uma escola e os putos gritam pelo senhor dos Apanhados, vou a um restaurante e maçam-me com os Apanhados (“Não há por aí nenhuma câmara escondida, pois não?…”). Enfim, eu já não era o Letria, era o senhor dos Apanhados”.

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