11. Cadichon na Bretanha (30/12/1989)
Cadichon deixou o Castelo de La Herpinière, onde já não era feliz desde a partida de Jacques. Encontra-se neste momento na Bretanha, num local onde, à noite, os animais se reúnem para ouvir uma menina, Isabelle, a tocar flauta. Quando um homem horrível a ameaça, Cadichon defende-a sem hesitar. Grata, a moça leva-o para a feira de diversões onde trabalham os seus pais adotivos. Jean, o pai, reconhece-o de uma passagem por Laigle como “o burro mais inteligente do mundo”. Isabelle apresenta-lhe os vários artistas, incluindo a sua mãe, Marie, que faz projeções de imagens com uma lanterna mágica. No entanto, o perseguidor reaparece durante a noite, gerando uma grande balbúrdia pela qual os feirantes culpam Cadichon. O burro foge num balão, e Isabelle, que se escondera no cesto, parte com ele.
12. Cadichon na Escócia (06/01/1990)
Durante a viagem de balão, uma tempestade abate-se sobre Cadichon e Isabelle, mas ambos aterram em segurança na Escócia. Chegam ao Loch Ness, onde avistam o monstro Nessy, que se revela bastante amigável. Após pernoitarem numa cabana, encontram-se com Lord McEliot e o seu criado Stan, que os conduzem ao castelo. Durante a noite, aparece a Cadichon um aprendiz de fantasma – que apenas os animais podem avistar –, revelando-lhe que um vizinho mal-intencionado tem atormentado McEliot com falsos fantasmas. Cadichon consegue espantá-los e desmascara o culpado, McHuck. Como recompensa, McEliot promete levar Cadichon e Isabelle de volta a França.
13. Cadichon no País Basco (20/01/1990)
A viagem de regresso a França, a bordo do barco a vapor de McEliot, corre às mil maravilhas, não fosse ele pôr-se a cantar. No entanto, um incidente desvia-os da rota e, em vez de rumarem à Bretanha, vão parar à costa basca. Ao dirigirem-se para uma aldeia próxima, Senpere, encontram dois rapazes a jogar à pelota. Cadichon entra no jogo e impressiona-os de tal forma que estes decidem apresentá-lo em público. No dia do campeonato, porém, Cadichon surge com o focinho ferido e vê-se impedido de jogar, mas não tarda a encontrar uma solução que ficará para a história.
14. Cadichon em Espanha (27/01/1990)
Em Senpere, Cadichon foi galardoado com vários troféus pelas suas proezas na pelota basca. Entretanto, Isabelle recebe notícias dos pais e planeia ir ao seu encontro, mas Chico e Pablo, dois contrabandistas, trocam-lhe as voltas: roubam Cadichon e levam-no para Espanha com o intuito de o vender. Durante o percurso, uma forte tempestade obriga os criminosos a abrigarem-se na cabana de um pastor, que reconhece o famoso burro e corre a avisar o Presidente da Câmara. Gatchinsky, um antigo contrabandista, oferece-se para ajudar Isabelle, suspeitando que o plano seja vendê-lo em Vera de Bidasoa. Determinada, Isabelle terá de usar a sua astúcia para enganar os meliantes e recuperar o seu fiel companheiro.
15. Cadichon em Auvergne (03/02/1990)
Cadichon e Isabelle deixam Senpere e dirigem-se para Oloron, onde decorre uma feira. Pelo caminho, Cadichon salva o barco do velho Tio Manu, um tocador de realejo; este dá a Isabelle notícias dos seus pais, permitindo o tão aguardado reencontro após mais de um ano de separação. Contudo, surge novamente a ameaça do homem sinistro, que mantém o seu olhar vigilante sobre a jovem. Os feirantes fazem-se novamente à estrada, seguindo viagem até Saint-Flour. Isabelle e Cadichon vão à vila comprar petróleo. À noite, o homem sinistro tenta roubar o medalhão de Isabelle, mas é impedido por um esquilo. Cadichon e Isabelle ainda o perseguem, mas acabam por perder-lhe o rasto na escuridão. Perdidos e desamparados, veem-se obrigados a passar a noite num vagão.
16. Cadichon na Alemanha (10/02/1990)
Ao acordarem, Cadichon e Isabelle descobrem que o vagão onde pernoitaram se pôs em marcha, transportando-os até à Alemanha. Sem que se tenham dado conta, o homem sinistro viajou na mesma composição. À chegada, Cadichon salva um estalajadeiro de uma situação de perigo, ganhando a gratidão dos locais. Há na aldeia uma grande festa, onde são servidas as especialidades da região: o strudel de maçã, a chucrute e, naturalmente, cerveja em abundância. Atormentado pela sede, Cadichon bebe sem parcimónia e acaba por ficar embriagado, causando alguns estragos. Refeitos da confusão, o burro e Isabelle retomam, no dia seguinte, o caminho de regresso a França.
17. A Travessia dos Alpes (17/02/1990)
Isabelle e Cadichon atravessam um rio no barco de um marinheiro bastante familiar. Ao desembarcar, descobrem que afinal estão na Suíça e não em França, como julgavam. Como precisam de dinheiro para a viagem, Isabelle faz limpezas numa relojoaria, enquanto Cadichon amealha algumas moedas abrindo portas de carruagens. O relojeiro reconhece o medalhão de Isabelle, afirmando ter visto um brasão idêntico num mosteiro em Grand-Saint-Bernard, e leva-os até lá. No caminho, são vítimas de uma avalanche, mas acabam salvos por um São Bernardo. No mosteiro, Isabelle toma conhecimento de que o quadro com o brasão foi oferecido por um conde, após ter sido salvo por um dos cães. Com esta nova pista, decide rumar à Provence, em direção ao Castelo de Villeneuve. Numa paragem em Itália, Cadichon conhece um burro que fala como um ser humano: trata-se de Pinóquio, o boneco de madeira que uma fada transformou em burro, como castigo por se ter portado mal. Contudo, ao senti-lo arrependido, a fada acaba por transformá-lo num menino de verdade.
18. Cadichon na Provence (24/02/1990)
Depois de muito caminharem, Cadichon e Isabelle chegam a Cannes, uma vila de pescadores, de onde partem de barco para Marselha. De lá, seguem caminho para o Castelo de Villeneuve, cruzando-se com um simpático caçador que os guia até ao destino. Perto do castelo, Isabelle ouve um pastor a tocar a sua melodia e interroga-o sobre a sua origem. O pastor conta-lhe que aprendeu a música com a condessa, que a compôs para a sua filha. Reconhecendo-a como a criança desaparecida, revela-lhe que o seu rapto fez parte de uma conspiração urdida por um terrível barão e pelo seu criado (que se revela ser, precisamente, o homem sinistro da capa preta). Agora, como legítima herdeira do castelo, Isabelle terá de o tomar das mãos do usurpador. Com a indispensável ajuda de Cadichon, o barão é finalmente desmascarado e preso.
19. Regresso a Casa (03/03/1990)
As novas responsabilidades de Isabelle impedem-na de dar a devida atenção a Cadichon. Uma simples frase proferida pela sua amiga faz Cadichon recordar-se de Jacques, impelindo-o a partir em sua busca. Ao dar-se conta do seu desaparecimento, Isabelle ordena que o procurem, mas o burro já está longe. Ansiando regressar ao Castelo de La Herpinière, Cadichon aproveita-se da boleia de um casal que se dirige para a Normandia, ainda que para isso tenha de puxar a sua barca rio acima. O homem percebe o valor do animal e planeia capturá-lo. Pressentindo a ameaça, Cadichon foge e caminha vários dias, pedindo orientação a um pombo-correio. O encontro com Follette, uma burra ferida e debilitada, detém-no por uns dias, mas garante-lhe uma companheira para o resto da viagem. Quando finalmente alcança o castelo, é reconhecido por Coco e reencontra-se, por fim, com o seu amado Jacques.
20. Bravo, Cadichon (10/03/1990)
Isabelle parte em busca de Cadichon e consegue chegar ao Castelo de La Herpinière, onde Jacques a convida a hospedar-se. Durante um passeio noturno, Cadichon descobre que o Teatro Mágico de Jean e Marie – os pais adotivos de Isabelle – está de regresso a Laigle. Nesse momento, o burro presencia dois malfeitores a roubarem as bobinas de Marie, com a intenção de arruinar o teatro. Cadichon consegue recuperar as bobinas e devolve-as a Marie, que imediatamente pergunta por Isabelle. Cadichon arrasta-a e ao papá Jean até ao castelo, proporcionando um emocionante reencontro. Contudo, o comportamento de Marie intriga Cadichon: misteriosamente, começa a encontrar-se com Isabelle e a desenhar com uma assiduidade fora do habitual. Um belo dia, uma surpresa é anunciada nos jardins do castelo: trata-se da projeção do filme As Aventuras de Cadichon, que passa em revista algumas das suas peripécias. O desfecho não poderia ser mais feliz: Jacques e Isabelle casam-se e ficam a viver em La Herpinière, tal como Cadichon e a sua companheira Follette.