Exibição:
16/05/1995 – 27/08/1995 (RTP 1)
Número de programas:
13
Apresentação:
Manuel Luís Goucha
Júri:
Carlos Araújo
António Sérgio Ferreira
Produção:
Mário Rui J. Ferreira
Pedro Souto e Castro
Céu Sá Pereira
Realização:
Rui Ramos
Exibição:
16/05/1995 – 27/08/1995 (RTP 1)
Número de programas:
13
Apresentação:
Manuel Luís Goucha
Júri:
Carlos Araújo
António Sérgio Ferreira
Produção:
Mário Rui J. Ferreira
Pedro Souto e Castro
Céu Sá Pereira
Realização:
Rui Ramos
Efe-Erre-Á é um concurso entre tunas académicas masculinas, e também uma oportunidade para os telespectadores tomarem contacto com o “fenómeno tunante”.
Manuel Luís Goucha serve de anfitrião e orienta, tanto quanto possível, a participação dos tunos e respetivas claques.

Para este desafio, estão selecionadas dez tunas; quatro delas passam às semifinais, e duas à final, cujo prémio é uma viagem ao estrangeiro para toda a tuna.
Cada tuna interpreta três ou quatro temas, que, no seu conjunto, não podem exceder os 14 minutos. Apenas um dos temas a concurso pode ser instrumental.

É também executada uma “Prova Académica”, de 2 a 3 minutos, prova essa que, podendo ter um fundo musical, deve obrigatoriamente fazer uso de outro tipo de expressão artística.

O júri, composto por dois elementos fixos e um volante, avalia elementos como a escolha do repertório, a qualidade da interpretação, a dinâmica do grupo e a criatividade da Prova Académica.

Depois de uma avaliação qualitativa, o júri anuncia a pontuação final, que pode ir de 0 a 20. A parte musical é avaliada de 0 a 15, e a Prova Académica de 0 a 5.
Em cada programa, existe a presença de dois convidados, com quem Manuel Luís Goucha troca dois dedos de prosa, incentivando-os a recordar a forma como viveram as tradições académicas.

1. (16/05/1995)
Tuna da Universidade Católica Portuguesa do Porto
Classificação: 15 pontos
Jurado:
Júlio Pereira
Convidados:
Fátima Campos Ferreira
Francisco Carvalho Guerra
2. (23/05/1995)
anTUNIA – Tuna de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa
Classificação: 17 pontos
Jurado:
Mário Laginha
Convidados:
Graça Martinho
Manuel Laranjeiro
3. (30/05/1995)
Tuna Universitária do Instituto Superior Técnico
Classificação: 16 pontos
Jurado:
Helena Vieira
Convidados:
Teresa Salgado
Macário Correia
4. (06/06/1995)
Tuna de Engenharia da Universidade do Porto
Classificação: 16 pontos
Jurado:
Sérgio Godinho
Convidados:
Madalena Braz Teixeira
Fernando Machado Soares
5. (11/06/1995)
Azeituna – Tuna de Ciências da Universidade do Minho
Classificação: 15 pontos
Jurado:
Anabela
Convidados:
Isabel Ferreira
Domingos Gomes
6. (18/06/1995)
Tuna Académica da Universidade Lusíada do Porto
Classificação: 16 pontos
Jurado:
Vítor de Sousa
Convidados:
Maria José Nogueira Pinto
Nuno Rogeiro
7. (25/06/1995)
Estudantina Universitária de Coimbra
Classificação: 16 pontos
Jurado:
Né Ladeiras
Convidados:
Rosa Lobato de Faria
Mário Melo e Rocha
8. (02/07/1995)
Tuna Universitária do Minho
Classificação: 17 pontos
Jurado:
Gonçalo da Câmara Pereira
Convidados:
Maria do Céu Ramos
Francisco Sampaio
9. (09/07/1995)
Tuna de Medicina da Universidade de Coimbra
Classificação: 15 pontos
Jurado:
Ana Bola
Convidados:
Camacho Vieira
Manuela Aguiar
Tice Macedo
10. (23/07/1995)
Tuna de Medicina da Universidade do Porto
Classificação: 16 pontos
Jurado:
Mísia
Convidados:
Amélia Ferraz
Aureliano da Fonseca
11. 1.ª Semifinal (06/08/1995)
Tuna de Medicina da Universidade do Porto
Classificação: 14 pontos
Tuna Académica da Universidade Lusíada do Porto 🏆
Classificação: 15 pontos
Jurado:
Pedro Burmester
Atuação:
Orquestra de Tangos da Associação dos Antigos Orfeonistas da Universidade do Porto
12. 2.ª Semifinal (20/08/1995)
anTUNIA – Tuna de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa
Classificação: 14 pontos
Tuna Universitária do Minho 🏆
Classificação: 16 pontos
Jurado:
Pedro Burmester
Atuação:
Grupo de Canção de Coimbra Praxis Nova
13. Final (27/08/1995)
Tuna Universitária do Minho
Classificação: 15 pontos
Tuna Académica da Universidade Lusíada do Porto 🏆
Classificação: 16 pontos
Jurado:
Pedro Burmester
Atuação:
Tuna Universitária do Porto
Efe-Erre-Á foi inicialmente exibido às terças-feiras, em horário nobre. A partir da 5.ª sessão, passou a ser transmitido aos domingos por volta das 18:00, e mais tarde às 17:00.
O programa foi gravado no Estúdio C da RTP Porto, com uma plateia de 150 estudantes. O calor que se fazia sentir no estúdio provocou, assumidamente, alguns problemas de afinação dos instrumentos.
Participaram no concurso quatro tunas do Porto, duas de Lisboa, duas de Coimbra e duas de Braga.
Eram membros permanentes do júri: Carlos Araújo, músico e produtor; e o maestro António Sérgio Ferreira, na época magíster da Tuna Universitária do Porto.


Nas primeiras dez sessões, o terceiro membro do júri era um convidado diferente a cada semana.










Nas semifinais e na final, foi sempre o pianista Pedro Burmester a preencher o terceiro lugar.

Nas semifinais, em substituição do momento de conversa, houve atuações musicais a cargo de grupos convidados.


Já na final, foi a Tuna Universitária do Porto – que, naturalmente, não concorreu, devido à presença do seu magíster no júri – a preencher este espaço.

Para além da consagração da Tuna Académica da Universidade Lusíada do Porto como grande vencedora, foram distribuídos outros prémios:
Melhor interpretação musical:
anTUNIA
Melhor solista:
Paulo Nunes (Tuna de Engenharia da Universidade do Porto)
Melhores pandeiretas:
Tuna Universitária do Instituto Superior Técnico
Melhor prova académica:
Tuna de Medicina da Universidade do Porto
Melhor claque:
Tuna de Medicina da Universidade do Porto
Para Manuel Luís Goucha, o maior desafio de Efe-Erre-Á foi lidar com o espírito irreverente das claques, um verdadeiro “bico de obra” para as filmagens: “É preciso saber gerir a alegria de 150 jovens «danados para a brincadeira», entrar na onda deles e participar na festa. É isso que tenho tentado fazer e sinto-me com menos 15 anos. As gravações acabam normalmente com um convite para uma noite de copos. Infelizmente, tenho de recusar este tipo de «programas». No dia seguinte (as gravações acabam por volta da meia-noite), tenho de estar em forma para a apresentação do Viva a Manhã”.

Parceira de Manuel Luís Goucha no Viva a Manhã (antecessor da Praça da Alegria), Anabela Mota Ribeiro assistiu à gravação de um dos programas de Efe-Erre-Á, sendo “desmascarada” pelo colega entre a plateia.
No primeiro programa, Fátima Campos Ferreira, uma das convidadas, foi presenteada com uma serenata cantada pela Tuna da Universidade Católica do Porto.

Por sua vez, Ana Bola, com o humor que lhe é característico, afirmou que lamentava não ter passado pela vida académica e que, se lhe cantassem uma serenata, não abriria a janela, mas sim a porta.

Para receber Anabela, enquanto elemento convidado do júri, a plateia entoou A Cidade (Até Ser Dia). Já Rosa Lobato de Faria ficou também “derretida” com a claque a cantar, com grande entusiasmo, Amor d’Água Fresca. Ambas as canções haviam sido vencedoras do Festival RTP da Canção, em 1993 e 1992, respetivamente.


O programa encontra-se disponível para visualização no portal RTP Arquivos.
