O Altar dos Holocaustos

Exibição:
11/12/1992 – 25/12/1992 (RTP 2)

Número de episódios:
03

Fotografia:
Elso Roque

Direção artística:
Fernando Filipe

Música:
António de Sousa Dias

Produtor delegado da RTP:
Luís Avelar

Diretor de produção:
Amílcar Lyra

Argumento, diálogos e realização:
António de Macedo

Produção executiva:
Cinequanon

Elenco:
Manuel Cavaco – Arquiteto Júlio Veiga
Rui Pedro – Professor Januário
Eugénia Bettencourt – Rosália
Helena Isabel – Sandra
Rui Luís Brás – Nicolau
Fernanda Alves – Augusta
Maria D’Aires – Rosinda
André Gago – Mário
Luís Lucas – Padre Cunha
Carlos Coelho – José Vitorino
Catarina Avelar – Tia Beatriz
Joaquim Rosa – Tio Jerónimo
Rita Salema – Henriqueta
Alexandre Melo – Vítor
João Lagarto – Manel Meira
Carlos Vieira D’Almeida – Presidente da Junta
João Reis – Miguel
Bruno Schiappa – Arqueólogo
Maria Salomé Marques – Josefa
Clementina Dias – Maria das Dores
Maria Ferraz – Comadre
Amélia Videira – Tia Marta
Félix Heleno – Dono do café
Rui Anjos – Bêbado
J. C. Garcês – Homem no café 1
Adelino Melgão – Homem no café 2
Joaquim Magro – Homem no café 3
Luís Dionísio Estalagem – Homem no café 4
Joaquim Rebocho – Homem no café 5
Sofia Rosado – Rapariga 1
Rute Correia Justo – Rapariga 2
Sandra Bucha – Rapariga 3
Nuno Nogueira – Rapaz 1
João Jaime Nogueira – Rapaz 2
Maria Lourença Benavente – Mulher 1
Rosa Ferro – Mulher 2
Maria da Visitação Banha – Mulher 3
Celestino António – Sacristão
Luís Arriaga – Jornalista
Tiago Pereira – Riquinho
Manuel Salema – Criança

Numa aldeia do Alentejo, situada numa região rica em monumentos pré-históricos (antas, menires, cromeleques, etc.) vivem-se momentos de conflito entre o povo da aldeia e um proprietário rural que quer destruir alguns desses megálitos para construir um solar. Estas pedras antiquíssimas estão ligadas a velhos ritos sagrados e a sua destruição pode trazer graves perturbações à região. É este o conturbado cenário onde se desenrola a ação de O Altar dos Holocaustos.

Júlio Veiga (Manuel Cavaco)
Arquiteto que está em Santa Sofia a pedido de José Vitorino, que lhe encomenda o projeto de um solar.

Sandra (Helena Isabel)
Mulher de Júlio Veiga. Chega à aldeia para passar as férias de Natal com o marido. Ciumenta como ela só, não gosta da proximidade entre Júlio e Rosália.

Professor Januário (Rui Pedro)
Mora na Pensão de Santa Sofia há mais de 20 anos, tendo já ocupado três quartos: um para dormir e outros dois que usa como biblioteca.

Augusta (Fernanda Alves)
Dona da Pensão de Santa Sofia. É uma espécie de curandeira. Tem duas filhas, Rosália e Rosinda.

Rosália (Eugénia Bettencourt)
Filha mais velha de Augusta. Mulher envolta numa nuvem de misticismo.

Rosinda (Maria D’Aires)
Filha mais nova de Augusta. Encontra-se secretamente com Mário, sem no entanto conhecer a sua identidade.

José Vitorino (Carlos Coelho)
Proprietário de uma grande herdade, onde se encontram alguns monumentos de origem pré-histórica, pelos quais demonstra uma completa indiferença. Foi abandonado pela mulher, que fugiu de casa.

Mário (André Gago)
Filho de José Vitorino. Verdadeiramente aficionado por teatro, é incapaz de manter uma conversa sem proferir uma fala de Shakespeare. Tem um romance clandestino com Rosinda.

Henriqueta (Rita Salema)
Mulher de Mário. Têm um filho chamado Riquinho.

Tia Beatriz (Catarina Avelar)
Irmã da mulher de José Vitorino. Embora não resida na herdade, sempre que lá está comporta-se como se fosse a dona da casa. Tem quatro filhos.

Tio Jerónimo (Joaquim Rosa)
Marido de Beatriz. Colabora com José Vitorino no negócio dos eucaliptais.

Padre Cunha (Luís Lucas)
Pároco de Santa Sofia.

Vítor (Alexandre Melo)
Irmão do Padre Cunha. Esteve fora da aldeia por algum tempo, sem no entanto conseguir esquecer Rosália, por quem é apaixonado.

Miguel (João Reis)
Rapaz da aldeia, apaixonado por Rosinda.

Nicolau (Rui Luís Brás)
O desajeitado ajudante do arquiteto Júlio Veiga.

Manel Meira (João Lagarto)
Ex-funcionário de José Vitorino. Culpa o antigo patrão pela morte da sua mulher.

Presidente da Junta (Carlos Vieira D’Almeida)
Autarca de Santa Sofia.

1. (11/12/1992)
Enquanto faz estudos num terreno do Alentejo, onde o latifundiário José Vitorino pretende construir um grande casarão, o arquiteto Júlio Veiga é abordado pelo professor Januário. Este explica-lhe algumas características próprias da região e mostra-lhe um conjunto de pedras pré-históricas que ali se localizam. Augusta, a dona da pensão da aldeia, pede ao arquiteto que convença José Vitorino a preservar as pedras, pois acredita que na sua destruição está a origem de males que têm afetado a região, como pragas, secas e doenças.


2. (18/12/1992)
Sandra e o velho professor Januário, que vive na pensão há muitos anos, começam a desconfiar que Rosália se prepara para realizar algum sortilégio mágico no altar, visto que está aproximar-se o dia do solstício de inverno – data favorável para esses antigos rituais pagãos. Entretanto, um arqueólogo do departamento de arqueologia daquela zona alerta o arquiteto Júlio Veiga para possíveis descobertas pré-histórias no terreno onde ele pensa construir uma casa.


3. (25/12/1992)
No dia seguinte ao solstício, uma maldição parece tomar conta da aldeia, que fica isolada, sem comunicações e sem acessos. Todas as crianças começam a padecer do mesmo mal. A população revolta-se, acusando Rosália e Rosinda de bruxaria, mas Vítor consegue acalmar os ânimos. Na véspera de Natal, o Professor Januário reúne toda a população junto à igreja e tenta convencê-los de que, se cada um sacrificar algo de mal, o mal acaba…

O Altar dos Holocaustos foi exibida na TV2, às sextas-feiras, às 20:00. O último episódio, cuja ação decorre na noite de Natal, foi exibido precisamente no dia 25/12/1992.

As gravações decorreram na localidade de Santa Sofia, concelho de Montemor-o-Novo, no Alto Alentejo.

A série teve produção executiva da Cinequanon. António de Macedo, autor e realizador, foi um dos fundadores desta cooperativa cinematográfica, em 1974.

António de Macedo

Em 2016, foi apresentada, no MOTELX (Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa), uma versão retrabalhada da série, com duas horas de duração, a que o cineasta deu o título de O Segredo das Pedras Vivas.

Partilhar:

O Altar dos Holocaustos