O Posto

Exibição:
28/01/1990 – 11/03/1990 (RTP 1)

Número de episódios:
06

Original de:
Carlos Areia

Tema musical:
José Cid

Produtor:
Carlos Paço d’Arcos

Realizador:
Nicolau Breyner

Produção executiva:
EV

Elenco:
Ruy de Carvalho – Comandante Pais da Cunha
António Montez – Sr. Lindo
Luísa Barbosa – Carlota Capitolina
Maria João Abreu – Maria dos Anjos
Noémia Costa – Maria Pia Perdigão
Luís Aleluia – Guarda Covilhã (Rusgas)
José Raposo – Guarda Pascoal (Cabeças)
Luís Pavão – Modesto Pinto
Toscano Vieira – Capitão Francisco Abreu
Mafalda Drummond – Rosa
Rui Paulo – Faísca
António Aldeia – Almeida
Cajó
Raul Caria

O Posto tem por cenário uma pequena aldeia de província, Vila Nova de Anafados, cujos pacatos habitantes vivem na paz do Senhor, em grande parte assegurada pela atenta vigilância de um punhado de conscienciosos polícias do Posto da Guarda. Mesmo ao lado do Posto, situa-se o Café Central, propriedade do senhor Lindo e ponto de encontro de toda a aldeia. Perto dali, vivem a D. Carlota Capitolina e sua afilhada Maria dos Anjos, donas da Pensão. Nesta história entrecruzam-se os destinos dos vários habitantes de Vila Nova de Anafados, cujas vidas, ao contrário do que se poderia pensar, nem sempre são isentas de aventuras.

Comandante Pais da Cunha (Ruy de Carvalho)
Chefe do Posto da GNR de Vila Nova de Anafados. Recém-chegado à vila. É um homem severo e pouco dado a sorrisos.

Hermenegildo Rodolfo Lindo (António Montez)
O Sr. Lindo, dono do Café Central, que fica colado ao Posto. Cultiva uma certa inimizade com o Comandante.

Faísca (Rui Paulo)
Vende cautelas, é engraxador e trabalha no Café Central.

Carlota Capitolina (Luísa Barbosa)
Viúva, dona da Pensão Belo Sonho. Também confeciona os pastéis que se vendem no café do Sr. Lindo, com quem tem um namorico.

Maria dos Anjos (Maria João Abreu)
Afilhada de Carlota.

Maria Pia Perdigão (Noémia Costa)
Solteirona, dona de uma fábrica de sabões que herdou do pai. Diz-se que tem sangue azul.

Guarda Covilhã (Luís Aleluia)
Rusgas, um dos guardas da GNR.

Guarda Pascoal (José Raposo)
Cabeças, o outro guarda da GNR.

Rosa (Mafalda Drummond)
Trabalha no Posto como mulher da limpeza, mas o seu sonho é ser guarda, ideia que não agrada de todo ao Comandante.

Modesto Pinto (Luís Pavão)
Empregado bancário. Mora na Pensão Belo Sonho. É homossexual.

Capitão Francisco Abreu (Toscano Vieira)
Reformado, foi capitão de infantaria do exército.

1. (28/01/1990)
No Posto da Guarda, Pascoal, Covilhã e Rosa esperam ansiosamente a chegada do novo chefe que vai tomar posse nessa manhã. Entretanto, à entrada do Posto, um grupo de habitantes de Vila Nova de Anafados, movidos mais pela curiosidade do que pela boa educação, espera também a chegada do novo chefe da Polícia.


2. (04/02/1990)
Aborrecido com a Companhia dos Telefones, que nunca mais se decide a instalar um aparelho no seu estabelecimento, o Sr. Lindo do Café Central resolve pedir ao Chefe Pais que o deixe abrir um guichet na parede, de forma a que o telefone do Posto sirva também para os seus clientes. A proposta é, segundo Lindo, vantajosa para os dois lados, já que o guichet possibilitaria também ao pessoal do posto tomar a bica “sem sair de casa”. Para grande tristeza de Lindo, a proposta é rotundamente recusada pelo Chefe Pais. No entanto, sucede algo que vai ter bastante mais força do que o temível Comandante do Posto.


3. (11/02/1990)
No Café Central reina uma grande azáfama por causa da inauguração do guichet ligado ao Posto. Espera-se também uma outra e grande alteração na vida do pequeno café: um aparelho de televisão. No Posto, o Chefe Pais decide não comparecer na inauguração de algo que ele não autorizou e que considera um ato de revolta contra a Autoridade. Assim, dispõe-se a estragar a festa e entrar no Café, munido de um mandado, e apreender, com os seus homens, todo o material da estação de TV “pirata” que estará a fazer a cobertura da cerimónia.


4. (18/02/1990)
O Faísca chega atrasado ao café porque a vizinha, D. Idalina, está desorientada com um grave problema: o desaparecimento do filho. Ao contar tão triste história, o Faísca toca nos corações sensíveis do resto do grupo, que resolve não participar o facto ao Posto da Guarda e se propõe ele mesmo a deslindar o caso. Entretanto, o chefe Pais, que descobriu no guichet um excelente serviço de escuta, vem a saber do caso e, indignado com o terrível delito de omissão à Autoridade, põe os seus homens a investigar o caso e move uma ação contra o Sr. Lindo. O grupo do café descobre um pormenor importante, mas oculta-o ao Chefe Pais.


5. (04/03/1990)
O comandante Pais da Cunha recebe a visita da Madame Pataias, que lhe comunica que o marido foi raptado e que os sequestradores exigem vinte mil contos de resgate. Os suspeitos são, nem mais nem menos do que os sheiks do petróleo. Os guardas são enviados em busca dos presumíveis suspeitos e acabam por regressar ao posto com um indivíduo. Mas, no final, o suspeito deixa de o ser e o marido raptado revela-se um homem de muito bom senso.

Atores convidados:
Lina Morgado – Madame Julieta Pataias
Jorge Sousa Costa – Mohammed Ali Babá
Licínio França – Romeu de Jesus Pataias


6. (11/03/1990)
Profundamente transtornada, D. Carlota pede ao Comandante que a ajude a resolver o seu problema, mas no posto dizem-lhe que nada podem fazer para lhe valer, pois a culpa é do Sr. Pinto, do Banco. Uma vez que nada consegue, D. Carlota decide resolver as coisas à sua maneira.

Da autoria do ator Carlos Areia, O Posto foi uma série de humor baseado essencialmente em trocadilhos e jogos de palavras.

Ruy de Carvalho e José Raposo em cena

Foi exibida aos domingos, ao início da tarde, na RTP 1.

A curta duração da série – apenas 6 episódios de meia hora – fez com que os 11 personagens fixos tenham sido, naturalmente, pouco desenvolvidos. Foi pouco explorado, por exemplo, o facto de Carlota Capitolina (Luísa Barbosa) ser careca.

Com exceção do genérico, a série foi totalmente gravada em estúdio. Existiam apenas dois cenários: o posto da GNR e o Café Central.

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