O Tal Canal

Exibição:
22/10/1983 – 07/01/1984 (RTP 1)

Número de programas:
12

Autoria:
Herman José

Textos:
Herman José
António Pinho
Tozé Brito
António Tavares-Teles

Produção:
Isabel Fragata
Fernando Simas

Realização:
Nuno Teixeira

Elenco:
Helena Isabel
Herman José
Lídia Franco
Manuel Cavaco
Margarida Carpinteiro
Natália de Sousa
Vítor de Sousa

Numa altura em que só existem dois canais de televisão, ambos detidos pelo Estado, O Tal Canal, presidido pelo professor doutor Oliveira Casca (Herman José), apresenta-se como uma alternativa. Este é um canal de televisão onde não falta nada, mas onde as coisas nunca acontecem, digamos, normalmente.

O professor doutor Oliveira Casca

É oferecido um mapa-tipo completo: do telejornal à telenovela, do momento infantil ao desportivo, passando pela culinária e não esquecendo os anúncios nem a intervenção de uma locutora de continuidade (Helena Isabel).

A locutora de continuidade

Dos programas que vão ao ar nas várias emissões, destacam-se os seguintes:

Informação 3

Noticiário apresentado por Carlos Filinto Botelho, com a participação de Beleza de Sousa, Manuel Freio e Flávio Portugal.

Carlos Filinto Botelho
Beleza de Sousa
Manuel Freio
Flávio Portugal

Momento Infantil

Programa infantil da autoria de Palmira Peres. Para além da vertente pedagógica, procura também chamar a atenção dos pais para os problemas inerentes ao desenvolvimento da criança, tomando como exemplo o comportamento do menino Nelito.

Cozinho para o Povo

Programa de culinária, apresentado por Filipa Mello e Castro de Vasconcellos Sousa Dias de Bragança e Silva, tendo como ajudante uma das suas criadas, a “muito gira e muito fresca” Emília. Filipa ensina as donas de casa a preparar várias iguarias, sempre com imeeeensa paprika.

O Esférico Rolando sobre a Relva

Programa desportivo de José Esteves, emitido a partir do Centro de Produção do Porto, que conta com vários convidados do meio futebolístico.

Tempo dos Mais Velhos

Programa direcionado para os telespectadores mais idosos, contém vários exercícios de ginástica explicados pela professora Isabel (Helena Isabel), que são postos em prática por alunos de uma faixa etária bastante avançada.

Viva a Coltura

Programa ‘coltural’, da autoria do professor doutor Oliveira Casca.

Estamos Nesta

Programa de música pop, dirigido ao público jovem.

Jaquina, Jaquina, Jaquina

Magazine sobre moda, em que a estilista Jaquina (Herman José) apresenta a coleção “Moda-Crise quatre-vingt-quatre”, secundada por Jaquina (Vítor de Sousa), doméstica, e Jaquina (Manuel Cavaco), assalariada rural.

Neste contexto, as modelos exibem várias peças de vestuário feitas a partir de materiais acessíveis, tais como papel de jornal, sacos do lixo ou esfregões de palha-de-aço.

O Diário de Marilu

Telenovela portuguesa, baseada num original de Dorothy Perkins, com adaptação de Oliveira Casca. Trata-se da história de Marilu (Herman José), uma jovem inocente que trabalha como criada na casa da senhora dona ‘Condensa’ da França (Lídia Franco). Aparentemente, Marilu nutre um amor muito puro pelo senhor John Smith (Vítor de Sousa), professor de francês, mas as diferenças sociais impedem a concretização desse sentimento. A única a compreender Marilu é a menina Cilinha (Helena Isabel), filha da ‘Condensa’, que é apaixonada por Inácio (Manuel Cavaco), o jardineiro.

'Condensa' da França
Marilu e John Smith
Cilinha e Inácio

O diário de Marilu contém um terrível segredo, e Fabricius (Herman José) quer obtê-lo a qualquer custo, não hesitando em usar da violência para atingir os seus fins. Para tal, coloca ao seu serviço duas espias: Graciete (Natália de Sousa), a enfermeira da ‘Condensa’, e Maria do Céu (Margarida Carpinteiro), uma sua amiga.

Fabricius e Graciete
Maria do Céu

Tony Silva’s Super All Star Show

Programa apresentado por Tony Silva, “o grande criador de toda a musica ró”, que conta sempre com uma figura importante do panorama musical português.

O Tal Rural

Programa apresentado pelo Eng. Sousa Viscoso, dedicado à agricultura e aos agricultores.

Tal & Escola

Programa educativo, onde são ensinadas línguas estrangeiras numa sala de aula.

Página 3

Programa de debates e entrevistas, conduzido pelo Arq. José Bastos.

Tido como um dos melhores programas de sempre da televisão portuguesa, O Tal Canal notabilizou-se desde o primeiro episódio por trazer um tipo de humor que ainda não tinha sido explorado em Portugal, já que, até à altura, todas as tentativas no género acabavam por se identificar, numa maior ou menor medida, com o teatro de revista.

No início dos anos 80, Herman José, em conjunto com António Pinho e Tozé Brito, apresentara à RTP a proposta para um programa humorístico estrelado por si, que teria por título Hermanias. O projeto não foi aceite pela direção de programas – na pessoa de Rui Ressurreição –, que considerou que o humorista não tinha ainda bagagem suficiente para uma produção dessa envergadura.

A sua estreia como autor deu-se timidamente com alguns “bonecos” no programa O Passeio dos Alegres, com destaque para Tony Silva.

Em 1983, José Niza encomenda-lhe um programa humorístico e, contrariando alguns elementos da direção, dá-lhe carta branca para fazer o que quiser.

O título desejado por Herman José era Terceiro Canal, que não foi possível utilizar por se encontrar registado. O Tal Canal acabou por ser a opção que Herman José considerou “menos má” entre um rol de títulos que lhe foi sugerido.

A experiência radiofónica foi de grande ajuda na criação do humorístico. No programa A Flor do Éter, da responsabilidade de Herman José na Rádio Comercial, haviam nascido algumas das personagens de O Tal Canal, até mesmo porque o humorista começava a criação pela voz e só depois transpunha isso para a imagem.

Herman José concebeu o programa praticamente sozinho, contando, no entanto, com a colaboração de Tozé Brito e António Tavares-Teles nos textos de Estebes – uma vez que não tinha conhecimentos de futebol –, e de António Pinho n’O Diário de Marilu.

O tema do genérico foi inicialmente encomendado a Luís Pedro Fonseca, que não conseguiu atingir o resultado pretendido por Herman José. Acabou por ser Ramon Galarza quem produziu o famoso tema.

Coube a Tony Silva, a grande “atração internacional”, a componente musical do programa, contando com a participação de vários convidados e com a colaboração de uma orquestra de sete elementos, dirigida por Ramon Galarza e António Emiliano.

Tony Silva

O Diário de Marilu – A Verdadeira História de Marilu Garcia, romance de faca e alguidar, era uma recriação televisiva de uma novela radiofónica que integrava igualmente A Flor do Éter.

Apesar de hoje ser um dos quadros mais recordados, a verdade é que a novela não agradou de imediato ao público.

Após a exibição dos primeiros programas, a novela foi – para além de Tony Silva – o quadro que menos interesse suscitou. Herman José aceitou as críticas, assumindo que estava “desajustada em relação ao resto do programa”. E explicou: “Houve um descuido meu e do António Pinho no tratamento da novela. Viemos com balanço da rádio, onde acontecia um happening que só a rádio proporciona, e transportámos essa experiência para a televisão. […] Houve, assim, um erro de conceção à partida que tentámos corrigir introduzindo o nonsense na história”.

Filipa Vacondeus – que, na altura, apresentava na RTP o programa Cozinhar é Fácil – aprovou a caricatura de si decalcada: “Ao contrário do que já se disse por aí, acho graça à caricatura que o Herman faz de mim no Cozinho para o Povo. Não, não me ofendeu. Aliás, ele teve a delicadeza de me avisar de que ia meter-se comigo. Evidentemente que é tudo levado a extremos e não me identifico, por exemplo, com aquele tipo de palavreado cheio de superficialidade. Nem tenho aquelas «peneiras»!”. Sublinhou, no entanto, que “bem-apanhado foi o tique de ajeitar os óculos e que, no conjunto, resultou uma caricatura jocosa”.

Carlos Pinto Coelho – transposto para um dos apresentadores de Informação 3, que satirizava as contantes passagens de testemunho entre os diversos pivôs –, por sua vez, confessou: “Reconheço-me na quase totalidade. Falta ser eu. […] Sinto um grande orgulho por um trabalho realizado com tanta qualidade. Considero que o Herman faz admiravelmente aquele telejornal”.

Herman José explicou que escolheu estas duas figuras “porque tanto um como outro, à sua maneira, são carismáticos e, além disso, tinha uma certa facilidade de adaptação àqueles dois tipos físicos. Naturalmente, a construção dos «bonecos» é diferente. No caso de Filipa, a partir do original criou-se uma nova Filipa, chamemos-lhe a Filipa II, que já não é apenas a caricatura de uma pessoa, mas de um estereótipo. As senhoras de média-alta burguesia das Avenidas Novas são assim. Com o Carlos, as coisas passam-se de uma outra forma. Digamos que uma figura substitui a outra.”

Ainda de acordo com o humorista: “Inicialmente, houve algumas (reações) desagradáveis por parte do semanário onde Filipa trabalha, causadas por um elemento decorativo que se incluiu no cenário. No entanto, depressa perceberam que a intenção do Cozinho para o Povo não era cáustica nem perniciosa.”

O marido de Filipa Vacondeus fingiu simpatizar com Herman José, mas, anos mais tarde, “desancou-o” no seu blog.

Já no domínio do desporto, as piadas de Herman José não foram levadas tão na desportiva. Foi o caso de João Rocha, presidente do Sporting, que, ao ver no programa de José Esteves um trecho de uma entrevista sua dada ao Domingo Desportivo, considerou que tinham sido deturpadas palavras “ditas num determinado contexto e com uma determinada intenção”.

Face à intenção manifestada pelo dirigente em instaurar um processo a Herman José, este desvalorizou a polémica: “Acho que isto é muito divertido, e só espero que a moda não pegue, porque, nesse caso, o Dr. Palma Ferreira já me teria processado umas quatro vezes, o Dr. Mário Soares pelo menos umas duas e o Carlos Pinto Coelho já me teria pedido uns 50 mil contos de indemnização”.

A RTP chegou a propor a João Rocha a sua presença no programa Fim de Semana e no próprio O Tal Canal, a fim de exercer o seu direito de resposta, mas o estremecimento das relações entre o dirigente e a administração da RTP, encabeçada por João Palma Ferreira, fizeram com que tal acabasse por não acontecer.

Palma Ferreira, aliás, não poupou elogios ao programa na sua despedida: “O programa ultrapassou as melhores expectativas e tem um valor extraordinário, já que constitui uma verdadeira fonte de renovação da sátira e humor nacionais”.

É de salientar que este polémico segmento foi cortado nas reposições do programa e até mesmo na edição em DVD.

Ao longo dos 12 programas, O Tal Canal contou com uma série de cameo appearances:

– A atriz Glória de Matos apareceu no Tal & Escola como uma das alunas, sentada ao fundo, a repetir as frases ditas pelo professor, em coro com o elenco do programa.

O Diário de Marilu contou com rápidas aparições de Fialho Gouveia, Paulo de Carvalho e Mário Zambujal – este no último episódio, no papel de conservador.

Fialho Gouveia
Paulo de Carvalho
Mário Zambujal

– Rui Veloso, para além de participar no show de Tony Silva, surgiu como guitarrista no Estamos Nesta.

No 10.º e no 11.º programas, exibidos na noite da Consoada e na passagem de ano, o genérico foi ligeiramente modificado, iniciando-se com uma paisagem natalícia.

O início do genérico...
... e a sua versão natalícia

A última emissão ficou marcada pela despedida dos diversos programas de O Tal Canal.

Em substituição de Informação 3, Carlos Filinto Botelho apresentou Fim de Programa (refira-se que, em 1983, Carlos Pinto Coelho apresentava semanalmente um programa intitulado Fim de Semana).

Neste programa, foram entrevistados:

– Fernando Simas (produtor)
– Nuno Teixeira (realizador)
– Margarida Carpinteiro (atriz)
– Ramon Galarza (diretor musical)
– Tozé Brito (co-autor)
– H. Melo Pereira (operador de câmara)

Fernando Simas
Nuno Teixeira
Margarida Carpinteiro
Ramon Galarza
Tozé Brito
H. Melo Pereira

Herman José convidou Filipa Vacondeus a participar no derradeiro Cozinho para o Povo, onde “desmanchou” a personagem e entrevistou-a “muito à séria”.

A encerrar esta última emissão, Tony Silva entregou prémios a diversos elementos da equipa técnica, ao elenco e a um convidado muito especial, Carlos Pinto Coelho. No final, todos cantaram com Tony Silva o tema do programa.

Tony Silva recebe Carlos Pinto Coelho...
... e todo o elenco do programa

Embora O Tal Canal girasse em torno de Herman José, todo o elenco teve um desempenho assinalável, conferindo um certo frescor ao programa. Afinal, embora todos fossem conhecidos, não o eram enquanto comediantes.

Os diversos programas do “terceiro canal” tiveram, na maioria dos casos, os seus títulos inspirados em programas que a RTP exibia em 1983. Vejamos:

Informação 3 ⇔ Informação 2
O Tal Rural ⇔ TV Rural
Tempo dos Mais Velhos ⇔ Tempo dos Mais Novos
Jaquina, Jaquina, Jaquina ⇔ Maria, Maria, Maria
Estamos Nesta ⇔ Estamos Nessa
Viva a Coltura ⇔ Viva a Cultura
Tal & Escola ⇔ Telescola
Página 3 ⇔ 1.ª Página
Fim de Programa ⇔ Fim de Semana

Tony Silva, no seu Super All Star Show, teve como artistas convidados:

Sérgio Godinho
Rui Veloso
Carlos Alberto Moniz e Maria do Amparo
Eugénia Melo e Castro
Paco Bandeira
Paulo de Carvalho
Dina
As Doce
José Cid
Heróis do Mar

Estebes, por sua vez, entrevistou personalidades do futebol com – como diria o próprio – muito “substrato”: os jogadores Diamantino, Carlos Manuel, Paulo Futre, Veloso, Humberto Coelho e Eusébio; o treinador José Maria Pedroto; e o massagista Manuel Marques.

Diamantino
Carlos Manuel
José Maria Pedroto
Paulo Futre
Manuel Marques
Veloso
Humberto Coelho
Eusébio

Herman José teve um breve desentendimento com o realizador, Nuno Teixeira, pois este não concordava que se deixasse ir para o ar um sketch (Euromísseis) com os atores a “desmancharem-se”. Contudo, acabou mesmo por levar a sua avante, e o sketch foi exibido conforme foi gravado.

As crianças que contracenavam com o menino Nelito – vindo também de O Passeio dos Alegres – achavam que ele era uma criança a sério.

Com toda a sua pujança, Herman José deixou os aderecistas de cabelos em pé, quando partiu, no décor de O Diário de Marilu, uma mesa e uma cama de valor avultado.

No sketch “Música de Câmara”, Herman José mexia nos botões da câmara com uma mão e, com a outra, tocava concertina.

De modo a rentabilizar o tempo de montagem e desmontagem dos cenários, eram gravados três programas de cada vez em cada décor.

Foi lançado um maxi EP com a música do genérico.

Em 2005, o tema foi também incluído no CD És Tão Boa! – O Melhor de Herman José.

O Tal Canal foi reexibido várias vezes. Em 1984, durante o Verão, a RTP 2 exibiu um compacto de três episódios de duração superior a uma hora com O Melhor de ‘O Tal Canal’. Foram os melhores momentos, selecionados criteriosamente pelo próprio Herman José, transmitidos à quarta-feira, por volta das 22:50.

Entre 1986 e 1987, a RTP 2 voltou a repor O Tal Canal, no programa Agora Escolha, apresentado por Vera Roquette.

Em fevereiro de 1991, a rubrica Sem Legendas repetiu na íntegra todos os episódios, de segunda a sexta-feira, às 13:30, na RTP 1.

Em 1994, a RTP 1 repetiu os oito primeiros episódios, de julho a setembro, às terças-feiras, por volta das 21:50.

Sendo uma das “cartas de apresentação” da RTP nos anos 80, O Tal Canal foi, naturalmente, um dos programas selecionados para exportação para o recém-nascido mercado de televisões de língua portuguesa em países e territórios que não o Brasil. A título de exemplo, denota-se a passagem do humor de Herman José pela Teledifusão de Macau (TDM), estação que escolheu excertos de O Tal Canal para pontuar a sua emissão de passagem de ano 1986-87 (emitindo-os inclusivamente com legendas em língua cantonense).

Para preencher a grelha de arranque da RTP Internacional, foram escolhidos a dedo alguns dos maiores sucessos da RTP. O Tal Canal, claro está, não poderia ficar de fora, tendo estreado a 14/06/1992, quinto dia de emissão.

Em novembro de 2008, em comemoração aos 25 anos do programa, este foi integralmente lançado em DVD.

Para além dos 12 programas, foram incluídas duas featurettes:

– O Tal do Canal – à conversa com Herman José: o humorista recorda o processo de criação do programa.

Inconsequências do Tal Canal: são entrevistados Nuno Artur Silva (um dos fundadores das Produções Fictícias), que descreve O Tal Canal como “o 25 de Abril do humor na televisão portuguesa”. Por sua vez, Nilton e Nuno Markl, fãs do programa em jovens, explicam de que forma este os influenciou nas suas carreiras.

Nuno Artur Silva
Nilton
Nuno Markl

Em 2015, Herman José tornou-se embaixador do grupo Optivisão, tendo o menino Nelito estampado uma das peças publicitárias.

No final desse ano, a RTP Memória encomendou aos Clã uma adaptação da música do genérico, exibida nos intervalos do canal.

Herman José promoveu, no seu programa Cá por Casa de 22/02/2017, uma reunião com todo o elenco do programa (com exceção de Margarida Carpinteiro).

O convidado musical foi Paco Bandeira, que interpretou os temas Joe da Silva e A Minha Cidade, precisamente os mesmos que interpretara no Tony Silva’s Super All Star Show.

Herman José mostrou um exemplar de O Diário de Marilu que guarda em sua posse, o qual contém dedicatórias de toda a equipa do programa.

A encerrar, o apresentador interpretou o tema de O Tal Canal.

Em 19/10/2023, a propósito do 40.º aniversário da estreia do programa, a RTP 1 transmitiu um especial – O Tal Canal: 40 Anos –, onde o autor, de forma informal e descontraída, recordou a sua experiência na época com as personagens, a produção, o elenco e o próprio panorama televisivo nacional.

Durante o especial, foram mostrados vários adereços originais das gravações, como o casaco de José Estebes ou o livro de O Diário de Marilu, bem como os guiões originais, datilografados pelo próprio Herman José.

No dia seguinte, foi a vez de o programa A Nossa Tarde, apresentado por Tânia Ribas de Oliveira, receber Herman José, Helena Isabel, Manuel Cavaco, Tozé Brito e Ramon Galarza. Também Lídia Franco e Sérgio Godinho não quiseram deixar de prestar uma homenagem a Herman José e a O Tal Canal, gravando depoimentos.

Herman José foi entrevistado no Telejornal de 22/10/2023, data em que se completaram, efetivamente, os 40 anos do programa.

A biografia autorizada de Herman José – Herman, o Verdadeiro Artista –, relata diversas curiosidades sobre o programa. Como complemento, foi editado O Tal Caderno, um fac-símile dos guiões originais.

O programa encontra-se disponível para visualização no portal RTP Arquivos.

O Tal Canal