P’ra Variar

Exibição:
01/05/1989 – 02/08/1989 (RTP 1)

Número de programas:
66

Autoria:
Victor Espadinha
Beatrice D’Hinzein
António Tavares-Teles
Raul Solnado

Apresentação:
Victor Espadinha

Assistentes:
Felipa Garnel
Isabel Frazão
Laurence Menesclou

Direção musical:
Mike Sergeant

Produção:
Vítor Pedro

Realização:
Fernanda Cabral

P’ra Variar é um magazine que mistura entrevistas, passatempos e convidados em estúdio.

Victor Espadinha, autor e apresentador de P’ra Variar

Cada emissão é composta por diversas rubricas.

O padrinho

Apresentação, por uma figura consagrada do meio artístico, do seu “afilhado”, contribuindo para a descoberta de novos talentos. Esta rubrica é identificada com o tema musical do filme com o mesmo nome.

O "padrinho" José Duarte Loureiro...
... e a sua "afilhada" Marta Fernanda

Adivinhem quem vem cá estar

Coloca-se, de um lado, uma destacada “figura deste país”, que pode ser um artista, um político, um jogador de futebol. Do lado oposto, estarão dois intervenientes retirados do público, que vão tentar descobrir quem está do lado de lá. Vão fazendo perguntas e a figura-mistério só pode responder “sim”, “não”, “também” ou “talvez”. O jogo decorre num palco giratório do Estúdio 4 da RTP, dividido como os gomos de uma laranja.

De cada vez que os intervenientes acertam um palpite, as assistentes retiram uma das faixas que está a tapar o retrato em grande plano da personagem. Se, após as cinco perguntas a que cada jogador tem direito, ainda não estiver desvendado o mistério, o presente em dinheiro transforma-se em jackpot para o dia a seguir.

A vermelhinha

Passatempo que, apesar do nome, não mete cartas nem batota. “A vermelhinha” surge em jeito de teste americano, colocando frente a frente duas equipas de três pessoas, representando cada uma delas uma profissão.

São formuladas três afirmações muito semelhantes, mas só uma estará correta. A equipa vencedora mantém-se para o programa seguinte, e assim sucessivamente até perder. Apenas em caso de empate, uma das equipas retira uma carta de um baralho. Se tirar uma carta de naipe vermelho, consagra-se vencedora.

Fátima Medina, Isabel Bahia e Margarida Mercês de Mello representando a profissão de locutoras de TV

O justiceiro

Rubrica cujo objetivo é a defesa do património gastronómico nacional: um crítico de gastronomia, assumindo o papel de um indivíduo anónimo, visita um restaurante e, depois, sujeita-se a responder a várias perguntas sobre o mesmo. São avaliados aspetos como a facilidade de estacionamento, o acolhimento, comes e bebes, e a higiene, nomeadamente da casa de banho.

No fim, é da responsabilidade do crítico a escolha do prémio que se vai dar ao dono do restaurante: um talher de ouro, de prata, de bronze ou de pau.

A canção do dia

A atualidade musical, interpretada por profissionais consagrados.

António Pinto Basto canta o fado

O Gasolinas

Momento de humor que encerra o programa, em rábula interpretada por Victor Espadinha. É um gasolineiro que fala com a bomba, personificada por uma mulher (voz de Alexandra Solnado). Mas ele tem um problema: como não gosta de trabalhar, a primeira coisa que faz é pendurar o letreiro de “Encerrado”. Depois, só avia gasolina a quem fala inglês, porque a sua luta é entrar para o Mercado Comum e está a preparar-se para 1992. Espadinha faz, assim, uma rábula à CEE, manifestando a preocupação dominante dos pequenos empresários portugueses. O texto é da autoria de António Tavares Teles, com colaboração de Raul Solnado.

P’ra Variar surgiu a partir de um convite que Carlos Pinto Coelho dirigiu a Victor Espadinha, para conceber um programa no estilo de talk show para o fim de tarde da RTP 1, com transmissão em direto.

O programa tinha um formato bastante diferente dos seus antecessores imediatos (Tempos Modernos e Lugar de Encontro), aproximando-se mais do conceito do Estúdio 4, exibido um ano antes, também composto essencialmente por passatempos.

O tema de abertura do programa era interpretado pelo próprio Victor Espadinha.

Ficou famosa a expressão “Roda o palco!”, que Victor Espadinha proferia sempre que o palco dava uma volta de 180º para dar lugar a novos convidados.

O programa tinha uma assistente fixa, Felipa Garnel, e duas assistentes que apareciam dia sim, dia não: Isabel Frazão e Laurence Menesclou.

As jovens revelaram-se desapontadas com a sua participação, que consideraram demasiado limitada. Isabel Frazão chegou mesmo a confessar sentir-se uma “jarra de flores”.

As três assistentes no último programa

Victor Espadinha, que afirmara, no início do programa, que as assistentes teriam um papel bastante ativo, justificou-se apresentando motivos de ordem técnica: “De facto, gostaria muito, e era essa a minha ideia inicial, que as assistentes tivessem uma participação mais ativa. Mas o que se passa é que estou incapacitado de levar isso por diante devido a razões técnicas: só há, no estúdio 4, 12 vias de som, e todas elas estão canalizadas para focos essenciais. Por isso, é completamente impossível fazer qualquer coisa nesse sentido. Se tivesse mais meios, faria um outro programa”.

No último programa, a rubrica “O padrinho” trouxe de volta os três “afilhados” mais votados pelo público: Ivo José, Ana Paula Marques e César Elias.

A rubrica “O justiceiro” pretendeu veicular a opinião do cliente médio acerca de diversos restaurantes, desenvolvendo no público um sentido crítico em relação a este setor.

Foram cinco os “justiceiros” de serviço:

António Tavares-Teles
António Barreto
Manuel Carvalho
Humberto Coelho
Vasco Fraga

Os rostos dos cinco “justiceiros” foram desvendados no último programa, no qual foram entrevistados por Victor Espadinha.

Neste programa, não houve passatempos, apenas canções e exibições. O convidado especial foi Herman José, que interpretou algumas músicas ao piano.

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