Zás Trás

Exibição:
16/09/1991 – 12/06/1992 (RTP 2)

Número de episódios:
40

Argumento:
Jayme Camargo
Duca Rachid

Bonecos:
Luciano Ottani

Manipulação:
Alexandre Montenegro
Jane Rose
Herberto Figueiredo
Susana Vasconcelos
Pedro Morgado

Vozes:
Ana Sofia Morais – Dudy
Cristina Bettencourt – Lupe
José Manuel Correia
Nuno Carlos
Paulo Coelho
Guilherme Leite

Direção de produção:
Soraya Pinto

Direção técnica:
Carlos Rodrigues

Direção geral:
Teledifusão

Realização:
Henrique Sousa Martins

Produtora:
Septimis

Imigrado do Japão, Ho-Fukuda vive sozinho num quarto em casa da D. Felismina, na esperança de juntar algum dinheiro e conseguir reunir a família. Enquanto esse tempo não chega, Ho-Fukuda, que se sente só, resolve exercitar as artes mágicas nos bonecos antigos dos filhos da D. Felismina, através do livro de magia de um velho mestre – o mago do Oriente, Lao Iamamoto.

Ho-Fukuda e Iamamoto

De um momento para outro, a magia toma conta do quarto de Ho-Fukuda e dá vida aos bonecos que ali se encontravam esquecidos. É desta forma que Paff, Dudy, Lupe, Xisto e Manu passam a encher os dias de Ho-Fukuda de companheirismo, alegria e, muito especialmente, de trapalhadas. É que o japonês não domina ainda as artes mágicas que o livro concede. Na verdade, todas as vezes que os bonecos invocam os ensinamentos de Lao Iamamoto, por curiosidade ou para tentarem solucionar os seus próprios problemas quotidianos, os resultados são desastrosos, colocando os nossos heróis em incríveis e hilariantes aventuras.

Ho-Fukuda com os bonecos

Ho-Fukuda
Hofu para os amigos. Na casa dos trinta, veio do Japão em busca de melhores condições de vida, alimentando o sonho de trazer a família para perto de si. Aluga um quarto em casa da D. Felismina, onde encontra os bonecos dos seus filhos, que serão os seus grandes companheiros. Arranja emprego num restaurante, como cozinheiro.

Lao Iamamoto
Mago do Oriente e conselheiro espiritual de Ho-Fukuda. É através do seu antigo livro de magia que os bonecos ganham vida. Ancião japonês de sabedoria profunda, encara com bom humor os disparates do seu aprendiz. Surge em flashback ou sempre que Hofu comete grandes asneiras.

Paff
Panfredo, de seu verdadeiro nome, é um São Bernardo inteligente e dócil, embora despassarado. No seu currículo, traz a participação em operações de salvamento na neve. Fazendo jus à sua linhagem, é um fervoroso devoto de São Bernardo.

Dudy
Detesta o nome de batismo, Eduína, preferindo ser tratada por Dudy. É uma crocodila que nasceu em África e, desde criança, sempre teve vocação para o estrelato – pelo menos, assim o diz. O seu grande drama é a ausência de cabelo, razão pela qual usa e abusa de perucas. Nada, porém, a impede de se sentir uma verdadeira estrela: é apaixonada por moda, jóias, cinema e cosméticos.

Lupe
Guadalupe é uma vaquinha com graves problemas de audição. Interpreta as conversas de forma distorcida, trocando alhos por bugalhos e transformando qualquer diálogo num momento de confusão e humor.

Xisto
Pelixisto é um pelicano vindo de uma ilha no Atlântico e grande admirador de Sacadura Cabral e Gago Coutinho. Para curar um desgosto de amor, repetiu a façanha dos seus ídolos em sentido contrário, atravessando o Atlântico a partir do Brasil. Fala pelo nariz, está sempre a dormir e é extremamente distraído. Mete-se nas conversas a propósito e a despropósito, ou não fosse dono de um enorme nariz (ou bico).

Manu
Macaco que vem ocupar o lugar deixado por Xisto, quando este decide regressar à sua ilha.

D. Felismina
É a senhoria de Ho-Fukuda. Apenas se ouve a sua voz e se vê a sua sombra. Os bonecos, que agora acompanham Ho-Fukuda, pertenciam aos seus filhos.

1. A Chegada de Ho-Fukuda (16/09/1991 – 20/09/1991)
Ao chegar a Lisboa, o japonês Ho-Fukuda instala-se na pensão de D. Felismina. No quarto que lhe é destinado, encontra os bonecos que outrora pertenceram aos filhos da senhora. Sentindo-se bastante só, decide usar o livro de magia de Iamamoto para lhes dar vida. Os bonecos apresentam-se de imediato e, com um certo exagero dramático, cada um deles conta a sua história de vida ao novo amigo.


2. O Aniversário de Ho-Fukuda (23/09/1991 – 27/09/1991)
Ho-Fukuda festeja o seu aniversário. Paff decide presenteá-lo de forma verdadeiramente original e, recorrendo ao livro de magia, faz com que ele torne a ser criança. Perante D. Felismina, o agora Ho-Fukudinha faz-se passar por um sobrinho de Ho-Fukuda e, em seguida, vai para a rua aproveitar a sua “nova infância”. Preocupados, os bonecos apressam-se a encontrá-lo, de forma a desfazer a magia.


3. Penicilina (30/09/1991 – 04/10/1991)
Ho-Fukuda está a ajudar Leonardo, o filho de D. Felismina, com um trabalho escolar sobre a penicilina. Ao descobrirem que se trata de uma substância produzida por um fungo, os bonecos têm a ideia de usar o livro de magia para ampliar o fungo e, desse modo, poderem conversar com ele. O resultado, porém, não é o que imaginavam: em vez de ser o fungo a crescer, são os bonecos que encolhem.


4. A Viagem à Lua (07/10/1991 – 11/10/1991)
Seduzidos pela ideia de irem até à Lua, os bonecos recorrem novamente ao livro de magia. No caminho, deparam-se com estrelas, meteoritos e uma sonda espacial. Já em solo lunar, o grupo separa-se. Dudy e Lupe encontram Belmiro, um dragão amigo da crocodila, enquanto Paff e Xisto se cruzam com D. Ratão, um velho conhecido dos livros de histórias.


5. Rapunzel (14/10/1991 – 18/10/1991)
Ho-Fukuda narra a história de Rapunzel aos bonecos, que, fascinados, sugerem mudar o final da narrativa. O japonês, recordando as lições de Iamamoto, responde-lhes que não se deve interferir no destino. Ignorando o aviso, Paff usa a magia para libertar Rapunzel do livro, o que tem um resultado inesperado: as personagens do conto materializam-se na pele dos seus amigos bonecos.


6. O Céu (21/10/1991 – 25/10/1991)
Ho-Fukuda chora a morte do seu periquito Tico. Os bonecos questionam-se sobre o que acontece aos entes queridos depois de mortos. Decidem usar o livro de magia para visitar o pássaro na sua nova morada, mas o feitiço coloca-os no lugar errado: debaixo da terra. Iamamoto intervém a tempo de resolver a situação e, quando finalmente chegam ao céu, Paff encontra São Bernardo.


7. Sozinhos em Casa (28/10/1991 – 01/11/1991)
Ho-Fukuda vai passar o fim de semana fora e recomenda aos bonecos que não saiam do sótão, pois poderiam estragar alguma coisa. No entanto, Paff e Duddy não cumprem o prometido e vão para a sala ver televisão. Irritado com os sermões de Lupe de Xisto, Paff fá-los desaparecer da sala. Para se vingar, Lupe tenta reaver o livro de magia, mas apenas consegue ficar com metade.


8. O Outro Lado do Espelho (04/11/1991 – 08/11/1991)
Os bonecos assustam-se ao verem, no espelho, a imagem de um peixe prateado. Movidos pela curiosidade, saltam para o outro lado do espelho com a ajuda do livro de Iamamoto. São recebidos por um polvo guardião, que os prepara para o encontro com o Imperador, e percebem que foram parar a um mundo onde tudo se passa ao contrário. Ho-Fukuda apercebe-se do sucedido e tenta resgatar os amigos.


9. O Gigante Ho-Fukuda (11/11/1991 – 15/11/1991)
Ho-Fukuda sente-se triste, pois no restaurante onde trabalha gozam com ele por ser baixinho. Tenta crescer usando o livro de Iamamoto, mas a magia, aparentemente, não surte efeito. No dia seguinte, porém, começa a crescer de forma desmedida, ao ponto de atravessar o teto do sótão. Os bonecos ver-se-ão em apuros para cuidar do amigo, enquanto este não recupera o seu tamanho normal.


10. O Vampiro (18/11/1991 – 22/11/1991)
Ho-Fukuda compra um vampiro em formato de boneco para enviar ao seu irmão, Hiroshi, que vive no Japão. De noite, inadvertidamente, transforma-se a si, ao dito boneco e a Dudy em vampiros. Lupe, para além de mouca, perde os seus óculos, pelo que se mantém alheia aos acontecimentos. Terão de ser Paff e Xisto a salvar os seus amigos do terrível vampiro.


11. Os Concursos (25/11/1991 – 29/11/1991)
Ho-Fukuda folheia um jornal onde estão anunciados concursos de diversos tipos. Dudy imagina-se a participar num desfile de misses e convida Xisto para ser seu empresário. Lupe, por sua vez, pensa inscrever-se numa competição de floricultura, em que o prémio para a flor mais original é uma viagem de balão, e convida Paff a acompanhá-la.


12. O Baile de Máscaras (02/12/1991 – 06/12/1991)
Ho-Fukuda procura um disfarce para ir ao Baile dos Cozinheiros. Entusiasmados com a ideia, os bonecos decidem também fantasiar-se. O plano de Ho-Fukuda é convidar a sua amiga Laurita a acompanhá-lo, mas sente-se inseguro. Os seus amigos ajudam-no a escrever uma carta e, com o habitual auxílio do livro de magia, fazem com que ele fique contaminado com o “vírus do amor”…


13. A Visita do Pai Natal (09/12/1991 – 13/12/1991)
Com o Natal à porta, os bonecos querem descobrir como fazer chegar as suas cartas ao Pai Natal. Ignorando a proibição de Ho-Fukuda, Paff usa o livro de magia para viajar até ao Pólo Norte. Todavia, o feitiço produz o efeito inverso, e é o Pai Natal que aparece no sótão. Agora, é necessário fazê-lo regressar a casa, para que os brinquedos fiquem prontos a tempo.


14. A Partida de Xisto / A Chegada de Manu (16/12/1991 – 20/12/1991)
Xisto recebe uma carta de amor da sua namorada, Vera. O pelicano toma a decisão de regressar à ilha, para reencontrar o seu grande amor. Os amigos preparam-lhe uma grande festa de despedida e recordam os momentos felizes que passaram na sua companhia. Logo após a partida de Xisto, um novo amigo surge no sótão: o macaco Manu.


15. Os Bonecos Vão à Escola (23/12/1991 – 27/12/1991)
Ávidos por conhecimento, os bonecos bombardeiam Ho-Fukuda com perguntas sobre os mais variados temas. Face à impaciência do japonês em lhes responder, Paff usa o livro de magia para os transformar a todos em sábios. O feitiço obriga-os a frequentar a escola, o que os deixa derreados. Ho-Fukuda, por seu lado, diverte-se a ouvir o relato das suas peripécias.


16. Visita ao Jardim Zoológico (30/12/1991 – 03/01/1992)
Instala-se uma grande discussão entre os bonecos falantes: todos desejam ter um animal de estimação, mas as preferências divergem quanto ao bicho a adotar. Abrindo uma exceção, Ho-Fukuda autoriza que se use o livro de magia para satisfazer o desejo de cada um. É assim que todos acabam transportados para o jardim zoológico, numa experiência que se revela fascinante.


17. Os Bonecos Invisíveis (06/01/1992 – 10/01/1992)
Cansados da rotina doméstica, os bonecos sonham conhecer o mundo lá fora. Ignorando as ordens de Ho-Fukuda para ficarem em casa, Paff usa o livro de magia para os tornar invisíveis. Desta feita, os bonecos são miniaturizados e vão parar ao bolso de Ho-Fukuda. Quando o feitiço é desfeito, os bonecos voltam ao tamanho normal no preciso momento em que o japonês se encontra no supermercado.


18. O Castelo Maldito (13/01/1992 – 17/01/1992)
Os bonecos folheiam um livro de Ho-Fukuda sobre castelos e manifestam o desejo de conhecer um que seja verdadeiramente bonito. Porém, devido à habitual dificuldade de Lupe em perceber o que ouve, vão parar a um castelo… maldito. Ali, são recebidos pelo rato Dom Roldão, que lhes revela a identidade do dono do castelo: é o Conde Vampiro Morcego, que, apesar do nome, tem pouco de malvado…


19. O Regresso ao Céu (20/01/1992 – 24/01/1992)
No dia do seu aniversário, Paff recebe uma máquina fotográfica de presente dos seus amigos. Entusiasmado, o cão tem a ideia de regressar ao Céu para fotografar São Bernardo, o seu santo de devoção. Paff e Manu conseguem chegar ao destino, onde São Pedro os informa de que o seu “colega” tirou férias. Dudy e Lupe, por sua vez, vão parar ao lugar errado: o Inferno…


20. O Apelo do Polvo (27/01/1992 – 31/01/1992)
O Polvo surge no espelho a pedir ajuda aos bonecos: alega que o Imperador não respeita a sua reforma, forçando-o a trabalhar. Paff, Lupe e Dudy compadecem-se com o problema do seu amigo e usam o livro de magia para entrar novamente no mundo dos espelhos, onde enfrentarão a ira do Imperador. Entretanto, Manu – que decidiu não participar na aventura – conta o sucedido a Ho-Fukuda.


21. Dudy Quer Ser Cantora (03/02/1992 – 07/02/1992)
Após ser selecionada para participar num concurso de marchinhas de Carnaval, Dudy começa a ensaiar com a ajuda de Lupe. Paff, convicto de que a amiga não tem hipóteses, não resiste a usar o livro de magia para lhe mudar a voz e garantir a vitória. Quem não fica nada satisfeito com mais esta batota é Iamamoto, que decide pregar-lhes uma partida.


22. O Capuchinho Vermelho (10/02/1992 – 14/02/1992)
A propósito da história do Capuchinho Vermelho, contada por Ho-Fukuda, gera-se uma acesa discussão entre Lupe e Dudy: enquanto a primeira demonstra predileção pelo Lobo Mau, a segunda defende acerrimamente a conduta do Capuchinho. A disputa acaba por invadir um sonho de Lupe, no qual ela é o Capuchinho Vermelho, Paff o Lobo Mau, e Dudy a Avozinha.


23. Viagem à Pré-História (17/02/1992 – 21/02/1992)
Dudy lê no jornal que foi descoberta uma gruta com figuras rupestres, o que desperta o interesse dos bonecos pela Pré-História. À noite, com a ajuda do livro de magia, Dudy e Paff viajam até ao passado, onde conhecem o artista Vítor e a sua mulher Carlota. No entanto, ao serem postos a trabalhar pelo casal, os dois percebem que a realidade pré-histórica é bem menos glamorosa do que parecia nos livros.


24. As Traças dos Livros (24/02/1992 – 28/02/1992)
Lupe está cada vez mais surda e os outros bonecos, que começam a não ter paciência para as suas constantes confusões, acham que a solução passa por arranjar-lhe um livro sobre surdez. Paff usa o livro de magia e, como sempre, mete os pés pelas mãos, encolhendo-os a todos. É então que vão parar a uma estante de livros, onde travam conhecimento com as traças Flip e Flop.


25. O Super Cão (02/03/1992 – 06/03/1992)
Paff é um grande apreciador de banda desenhada, especialmente do Super Cão, que ele acredita ser real. Para provar aos amigos que não devem gozar com ele, usa o livro de magia para ganhar superpoderes e assumir a identidade do seu herói. Decide então treinar os amigos para que também eles se transformem em super-heróis, mas o treino é tão rigoroso que deixa os bonecos completamente derreados.


26. Aladino e a Lamparina Mágica (09/03/1992 – 13/03/1992)
Ho-Fukuda conta aos bonecos a história de “Aladino e a Lamparina Mágica”, mas interrompe a narrativa a meio para ir trabalhar, levando o livro consigo. Ansiosos por conhecer o desfecho, os bonecos usam o livro de magia e, subitamente, veem-se a bordo de um tapete voador que os transporta até ao palácio de Aladino. Lá, a aventura complica-se quando o génio lhes rouba o livro de magia.


27. Se a Montanha Não Vai a Maomé… (16/03/1992 – 20/03/1992)
Aproveitando a ausência da D. Felismina, Ho-Fukuda e os bonecos organizam um almoço de confraternização na sala. Contudo, a fome de Paff é insaciável e, ignorando a proibição de Ho-Fukuda, ele recorre ao livro de magia para fazer aparecer comida. A certa altura, porém, a situação inverte-se: já não é a comida que vem ter com eles, são antes eles que vão ter com a comida.


28. O Tesouro dos Piratas (23/03/1992 – 27/03/1992)
Ho-Fukuda chega a casa com um barco à vela em miniatura, que ganhou num sorteio. O objeto, que faz lembrar um barco pirata, desperta a curiosidade dos bonecos; estes começam logo a imaginar o que fariam se encontrassem um tesouro. Como seria de prever, Paff decide usar o seu livro de magia para satisfazer o desejo dos amigos e partir em busca da fortuna. É então que vão parar ao barco do pirata El Bigodón…


29. A Rainha Cleópatra (30/03/1992 – 03/04/1992)
Depois de assistir a um interessante documentário sobre o Egito Antigo, Dudy revela um súbito fascínio pelo país. Em sonhos, imagina-se na pele da Rainha Cleópatra, tendo como súbditos Ho-Fukuda, Paff, Manu e Lupe. O sonho decorre precisamente no dia em que se comemora o aniversário da rainha, que ordena a confeção de um bolo gigante.


30. De Regresso à Lua (06/04/1992 – 10/04/1992)
Ho-Fukuda e os amigos observam o céu através de um telescópio quando Dudy avista um pedido de socorro de Belmiro, o dragão que conheceram na sua viagem à Lua. Paff recorre à magia e transporta-os de volta ao satélite natural, onde reencontram Belmiro – que está, de facto, doente – e amigo D. Ratão. Cruzam-se ainda com uma sonda espacial e com um foguetão, que também responderam ao pedido de SOS.


31. As Couves (13/04/1992 – 17/04/1992)
Manu está desiludido com a sua plantação de couves, que teimam em não crescer. Para ajudar o amigo, Paff decide intervir e faz com que as couves cresçam. Contudo, estas acabam também por ganhar vida e uma personalidade própria. Entusiasmada, Dudy convida as três couves para formarem um quarteto musical, o que irá gerar divertidas peripécias.


32. O Velho Oeste (20/04/1992 – 24/04/1992)
Depois de ter assistido, com os amigos, a um filme de cowboys, Paff sonha que é o Xerife Patiff e que enfrenta o temível bandido Pepe Passo-Fogo. Atendendo ao pedido dos amigos, Paff transporta-os a todos para o Velho Oeste. Dudy transforma-se na estrela de cabaret Dudy Dudley, acompanhada à viola por Lupe Pianola. E o drama acontece quando ela é raptada por Pepe Passo-Fogo…


33. O Casamento de Xisto (27/04/1992 – 01/05/1992)
Ho-Fukuda recebe uma carta de Xisto, que convida o grupo para o seu casamento com a pássara Paty. Como não têm dinheiro para comprar uma prenda, cada um decide confecionar o seu próprio presente. Com exceção de Manu, que está doente, todos partem de balão rumo à ilha de Xisto. Lá, Dudy e Lupe ajudam a fazer o vestido de noiva, enquanto Paff e Ho-Fukuda colaboram na construção do novo ninho.


34. O Fantasma (04/05/1992 – 08/05/1992)
Ho-Fukuda conta uma história de fantasmas que deixa Manu aterrorizado e sem conseguir dormir. Durante a noite, Paff disfarça-se de assombração e prega um valente susto ao amigo. Decidido a vingar-se, o macaco usa o livro de magia para fazer aparecer um fantasma real, mas invisível. O problema agora será conseguirem ver-se livres dele…


35. O Coelho da Páscoa (11/05/1992 – 15/05/1992)
O guloso Paff deseja muito conhecer a fábrica de chocolates do Coelho da Páscoa. Como sempre, recorre ao livro de magia, mas sai tudo ao contrário: é o Coelho que aparece no sótão, visivelmente irritado, pois faltam apenas dois dias para a Páscoa e ele tem de terminar as encomendas de ovos. Ho-Fukuda tenta enviá-lo de volta, mas mete os pés pelas mãos.


36. O Pinhal de Leiria (18/05/1992 – 22/05/1992)
Ho-Fukuda participa num concurso em que tem de escrever uma redação sobre a importância das árvores, e cujo prémio é uma viagem ao Pinhal de Leiria. Perante a falta de inspiração – tanto dele como dos bonecos –, Paff recorre ao livro de magia. O grupo acaba por ser transportado para o pinhal, onde vive uma aventura com uma fada boazinha e um duende malvado.


37. Viagem ao Pólo Norte (25/05/1992 – 29/05/1992)
Com o calor que se faz sentir, os bonecos tomam a decisão de ir até à praia. Porém, devido às habituais confusões de Lupe, acabam por ser transportados para o Pólo Norte. Dudy e Manu travam conhecimento com a foca Xana, que os conduz ao iglu de Ernesto. Não muito longe, Paff e Lupe encontram-se com o Abominável Homem das Neves, que revela sofrer de uma baixíssima autoestima.


38. Ida à Praia (01/06/1992 – 05/06/1992)
Os bonecos recordam os momentos vividos no Pólo Norte, manifestando o desejo de regressar e reencontrar os seus amigos. Colocam as suas indumentárias de inverno e executam a magia, só que, uma vez mais, vão parar ao destino errado – desta feita, à praia. E dão início às suas habituais confusões, acabando por provocar a revolta dos outros banhistas.


39. Álbum de Recordações (08/06/1992 – 12/06/1992)
Ao longo dos últimos meses, Paff fez vários registos fotográficos das aventuras com os seus amigos. É agora tempo de recordar alguns desses momentos, antes da despedida final.


Especial de Natal (25/12/1992)
A RTP tem um sério problema em mãos: os Marretas, cuja presença era aguardada para o especial natalício da estação, adoeceram e não poderão comparecer. Ho-Fukuda, ao entregar uma pizza no gabinete das responsáveis pela programação, ouve a conversa e sugere-lhes que convidem os seus bonecos. É assim que os companheiros de Hofu se tornam as estrelas de um musical em grande estilo.

Concebida originalmente em episódios de 25 minutos, Zás Trás acabou por ser segmentada em blocos de cinco minutos, exibidos diariamente antes do Jornal das Nove, na RTP 2. A série tinha como público-alvo crianças dos sete aos nove anos.

A equipa de criação era composta, em grande parte, por profissionais brasileiros, a começar pelo autor titular, Jayme Camargo, que escrevera A Pandilha do Tomé, exibida no ano anterior. As séries tinham a mesma premissa: um grupo de bonecos que ganhavam vida pelas mãos de um humano.

A seu lado esteve Duca Rachid, que mais tarde consolidou a sua carreira como autora de novelas no Brasil.

Zás Trás, sucederam-se trabalhos outros trabalhos da dupla, como a série infantil O Cantinho da Bebé (1992/1993), a sitcom Cupido Electrónico (1993) e a série O Grande Irã (1994).

Alexandre Montenegro, manipulador de Ho-Fukuda, veio expressamente do Brasil para formar profissionais que pudessem constituir uma equipa capaz de assegurar programas com este tipo de fantoches. Montenegro iniciara-se no teatro, até surgir uma oportunidade na publicidade que envolvia bonecos; foi nesse contexto que conheceu Luciano Ottani, o criador dos fantoches, que também se deslocou ao nosso país para participar neste projeto.

Entre 1994 e 1997, Ottani viria a ser um dos manipuladores de Castelo Rá-Tim-Bum, um título de referência na produção infantil brasileira, dando vida à gralha Adelaide.

A gralha Adelaide de Castelo Rá-Tim-Bum

Jane Mamede, a manipuladora de Dudy, encontrava-se também no Brasil a fazer o programa Glub Glub, na TV Cultura, tendo abdicado do projeto para aceitar o convite de integrar a equipa do Zás Trás.

Jane Mamede

Embora os manipuladores estivessem habituados a dar também voz aos bonecos, neste caso tiveram de coordenar os movimentos com vozes pré-gravadas, de forma a garantir que as personagens não tivessem sotaque brasileiro. Sobre esta adaptação, Alexandre Montenegro confessou que, nas primeiras semanas em Portugal, “não entendia o sotaque e o que as pessoas falavam”.

Quanto às restantes personagens:

– Paff foi manipulado por Susana Vasconcelos, atriz e integrante do grupo Valdez e as suas Piranhas Douradas.

Paff

– Lupe era manipulada por Herberto Figueiredo, que exercia funções técnicas em trabalhos para a televisão quando aceitou “safar um dia” em que alguém faltou. No fim das filmagens, foi convidado a permanecer na equipa.

Lupe

– Xisto era comandado por Hermes, um “desenrasca” que detestava tudo o que era monótono e rotineiro, fazendo todo o tipo de serviços.

Xisto

No 14.º episódio (o primeiro da segunda temporada), assistimos à partida de Xisto e à sua substituição pelo macaco Manu.

Manu

Nesta altura, o genérico foi também alterado, sendo encurtado em cerca de 40 segundos.

A personagem Lupe, com voz de Cristina Bettencourt, era responsável por alguns dos momentos mais cómicos de Zás Trás, e foi provavelmente decalcada do Gangas, o burro surdo de A Pandilha do Tomé, cujas intervenções eram muito semelhantes.

O burro Gangas de A Pandilha do Tomé

Cada programa demorava aproximadamente dois dias e meio a ser gravado, tendo algumas cenas sido gravadas em exteriores.

O realizador Henrique Sousa Martins

Para além dos 39 episódios regulares, foi também produzido um especial de Natal, exibido no dia 25/12/1992, na RTP 1.

O enredo parte de uma cena passada no edifício da RTP, na Avenida 5 de Outubro. Teresa Paixão e Maria Emília Brederode Santos, responsáveis pela programação infantil e juvenil, têm um sério problema em mãos: os Marretas, cuja presença era aguardada para o especial natalício da estação, adoeceram e não poderão comparecer.

Teresa Paixão
Maria Emília Brederode Santos

Ho-Fukuda, ao entregar uma pizza no gabinete, ouve a conversa e sugere que convidem os seus bonecos. É assim que os companheiros de Hofu se tornam as estrelas de um musical em grande estilo.

Os temas musicais deste especial foram interpretados por cantores profissionais:

Badaró (Ho-Fukuda)
Daniel Antunes (Iamamoto)
Fátima Padinha (Lupe)
Gustavo Sequeira (Manu)
Nucha (Dudy)
Tó Leal (Paff)

Zás Trás teve duas reposições nos anos seguintes à sua exibição original:

– Entre 27/12/1993 e 17/06/1994, em episódios de cinco minutos, na RTP 1;

– Entre 16/03/1995 e 05/10/1995, em episódios compactos, na RTP 2.

Contudo, a RTP não deixou cair a série no esquecimento, repetindo-a esporadicamente durante os anos 2000.

Entre 2006 e 2007, foi também exibida na RTP Memória.

Paralelamente às suas exibições nacionais, Zás Trás fez também as delícias da pequenada um pouco por todo o mundo, ao ser um dos principais programas infantis em exibição regular na RTP Internacional, onde estreou durante o ano de 1993.

A série encontra-se disponível para visualização no portal RTP Arquivos.

Zás Trás